FPF critica gestão do Governo e defende Futebol por causa dos pequenos
Reinaldo Carneiro Bastos garantiu que o Paulistão não será paralisado
Reinaldo Carneiro Bastos garantiu que o Paulistão não será paralisado
São Paulo, SP, 17 (AFI) – A gestão do Governo no combate a pandemia da covid-19 é falha, podendo dizer que, em alguns casos, nem existe. O pensamento da grande maioria da população reflete também com o discurso de Reinaldo Carneiros Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF). Não à toa, o Brasil vai batendo recordes de mortes diárias e quase bateu a marca de 300 mil fatalidades.
“Temos que esclarecer que o futebol sabe muito bem da situação. Não somos cegos, negacionistas. A gente sabe que a situação é grave. Nós sempre defendemos a medicina e a ciência. Em 16 de março (2020), nós paramos o futebol antes do decreto do Governador, pois o comitê médico da Federação, junto com os clubes, entendeu que havia risco. Só voltamos com um rígido protocolo de retorno às atividades . Voltamos com exames médicos, avaliações depois de treinos e campeonatos.
Não podemos negar que a gestão dessa pandemia, dos governos, não é boa, mas o futebol não tem nenhuma parcela de culpa. O momento é difícil e é grave. O futebol de São Paulo foi a primeira entidade a criar a ‘Vacina FC’. O que nos deixou indignados é que não foi uma decisão da medicina, foi para atender manifestação do ministério publico. Se houver dano, seremos os primeiros a parar. O futebol tem feito a parte dele, por isso não aceitamos com naturalidade a decisão”, falou o presidente, em entrevista à Seleção SporTV.
FOCO NOS PEQUENOS
Reinaldo Carneiro Bastos aproveitou também para dar detalhes de bastidores da declaração feita pelo goleiro do Sergipe, sobre a necessidade dos jogadores de times pequenos e funcionários de terem seu salário em dia, por menor que seja.
Não há possibilidade do Paulistão terminar. Somos obrigados a cumprir contratos. A gente fala muito do futebol como só existisse clubes grandes. Os clubes pequenos são a realidade. Vi entrevista do jogador do Sergipe, aquilo é realidade. Em mais de 90% das situações, o cara precisa do pequeno salário para sustentar a família. Não defendo a manutenção por causa de grandes clubes e grandes salários, queremos salvar a saúde financeira e física dos pequenos, dos humildes.
Se eles ficarem em casa, perdem testes, acompanhamento médico e podem perder o salário. Defendo os humildes, atletas, roupeiros, massagistas, que fazem a força do futebol brasileiro. Precisamos pensar no todo. A elite tem plano de saúde. Neste momento triste, queremos que esse grupo seja empurrado para fila do SUS? temos controlado a saúde dessas pessoas e é por isso que a gente luta. Queremos salvar vidas”, concluiu.





































































































































