Fórum do Futebol discute sobre investidores no esporte
Rio de Janeiro, RJ, 05 (AFI) – Novos investidores e modelos de investimento aportam no futebol brasileiro a cada dia. Os direitos econômicos dos jogadores, que substituíram o passe, levaram ao futebol jargões de mercado, como ativo, realização e valorização. A Traffic, empresa de marketing esportivo que entrou no mercado de direitos econômicos há dois anos, administra hoje um fundo fechado de investimentos mas anuncia para o próximo ano a abertura desse fundo, regulado pelas normas de mercado e fiscalizado pela CVM.
“Um dos fatores que nos motivou a entrar nesse mercado foi a dificuldade que os clubes encontram para montar um time. Se imaginarmos que existem 20 países compradores e em cada um 20 clubes que, digamos, troquem 5 atletas, encontraremos um número de 2 mil transações. Temos que tratar isso como um grande negócio porque a demanda é enorme”, analisa Julio Mariz, Diretor Executivo da Traffic.
Na última janela inglesa as negociações atingiram cifras de U$ 280 milhões, o que apenas ratifica que há uma enorme demanda de mercado e que o Brasil entra nessa roda, não apenas como exportador, mas, também através de empresas que acreditam e investem no mercado nacional. O bussiness futebol foi discutido no segundo e último dia do Footecon 2007.
Uma parceria com os clubes é a proposta da MFD, que entrou no mercado há meses, com uma nova proposta de investimento. As empresas ocupam uma lacuna deixada pelos clubes que, na opinião de Julio Mariz, não fazem seus próprios fundos por questão de perfil. Espaço que as empresas estão sabendo ocupar.
“E já pensou que prazer estar vendo uma partida de futebol e poder acompanhar seu ativo dentro de campo? Tem gente que investe em soja e nunca pegou um só grão na mão e que compra ações de uma companhia que nem sabe com exatidão o endereço”, brincou Júlio.
“Somos parceiros dos clubes nos direitos econômicos dos jogadores, de preferência com no máximo 50%. Não somos procuradores ou agentes de jogadores. Nosso contrato é com o clube, onde encontramos maior segurança jurídica”, ressalta Vantuil Gonçalves, sócio da empresa.





































































































































