Foi quase! São Bento evita leilão por dívidas e salva Humberto Reale
Clube de Sorocaba entrou com um pedido solicitando, inicialmente, o parcelamento do débito, e depois o seu pagamento total
A diretoria do São Bento agiu rápido e conseguiu evitar, nesta semana, a perda de um de seus maiores símbolos, o legendário e histórico estádio Humberto Reale.
Sorocaba, SP, 17 (AFI) – A diretoria do São Bento agiu rápido e conseguiu evitar, nesta semana, a perda de um de seus maiores símbolos, o legendário e histórico estádio Humberto Reale (hoje Centro de Treinamentos do clube). O processo contra o clube, é do INSS, ainda da época do ex-presidente do clube João de Andrade. O estádio está localizado numa área de 12.446m², na rua Coronel Nogueira Padilha, 657, Vila Hortência. E o débito do clube, até março de 2015 era de R$ 37.233,07, e o estádio foi avaliado pelo leiloeiro oficial em R$ 9.131.580,00, com o lance mínimo, caso o leilão ocorresse era de 5.478.948,00.
Segundo informou uma rádio da cidade, Cruzeiro FM, o primeiro leilão deveria ter ocorrido na segunda-feira, dia 13 de abril deste ano, às 11h, e o segundo dia 27 de abril, no mesmo horário no Fórum Federal especializado em Execuções Fiscais, em São Paulo. O São Bento, através de seu Departamento Jurídico, comandado pelo advogado Márcio Rogério Dias, entrou em ação e entrou na Justiça, inicialmente, segundo a emissora, adiando e prorrogando o leilão.
Concomitantemente, segundo Dias, o São Bento entrou com um pedido solicitando, inicialmente, o parcelamento do débito, e depois o seu pagamento total. Com isso, segundo o representante do São Bento, o segundo leilão, também deve ser cancelado e o clube não corre mais o risco de perder o Humberto Reale, pelo menos por enquanto.
REINCIDENTE
Não é a primeira vez que o “Humberto Reale” correu risco de ir à leilão. Em 2012, um ano antes do centenário do São Bento, o clube teve de lutar para manter o maior – e único – patrimônio conquistado durante toda a história do clube. Com dívidas que superavam os R$ 3 milhões, de acordo com cálculos da diretoria na época, o terreno foi alvo constante de penhora da Justiça como garantia para quitação de ações trabalhistas e tributárias.
Entre as pendências, uma de quase R$ 1 milhão com a prefeitura, referente às contas de IPTU que não eram pagas desde 1986, levou o imóvel da Vila Hortência, zona leste de Sorocaba, a leilão, que deveria ter sido realizado em junho daquele ano.
O leilão, porém, foi suspenso a tempo, outra vez, graças à intervenção do departamento jurídico do Bentão. “É um processo que corre há muito tempo e agora chegou ao ponto de execução”, explicou na época o secretário de Negócios Jurídicos de Sorocaba, Luiz Ângelo Verrone. Na época o terreno do estádio estava avaliado em R$ 8 milhões (hoje são mais de R$ 9 milhões).
Naquele período, o São Bento fez uma petição ao juiz que cuidava do caso, alegando excesso de penhora (quando o valor do bem penhorado é maior do que o valor da dívida), além de considerar que o imóvel estaria sub-avaliado. O São Bento alegou que considerava que o terreno valia mais do que os R$ 8 milhões. Mas, o Azulão escapou de ter seu estádio indo a leilão.
A dívida inicial do clube era de R$ 65 mil, de uma de várias ações de execução da divisão de patrimônio com a Prefeitura de Sorocaba.
Na oportunidade, os dois candidatos à eleição, Antonio Carlos Pannúnzio e Renato Amary, esses se comprometeram a não cobrar essas dívidas do São Bento e a fazer um acordo com o clube, para que essa dívida fosse quitada. Ao todo, aquele período, o São Bento devia à prefeitura de Sorocaba R$ 358 mil (IPTU), mais R$ 72 mil (multa) e R$ 500 mil (correção).





































































































































