Flávio Guerra homenageia Antonio Rogério do Prado, que encerrou sua carreira

TÁ NA REGRA

PENÚLTIMA DO ANO
Esta é a penúltima coluna Tá na Regra desse ano. Na última coluna, semana que vem, faremos uma avaliação geral do ano na arbitragem e as perspectivas para o ano que vem. Na coluna de hoje peço licença aos leitores e ao FI para publicar uma mensagem que recebi do árbitro Antônio Rogerio Batista do Prado, que encerra sua carreira após completar 45 anos de idade.

Antonio Rogerio B. do Prado

Antonio Rogerio B. do Prado

SEGUE A MENSAGEM
Quando iniciei o curso de arbitragem da Federação Paulista de Futebol no distante ano de 1995 no antigo prédio da Av. Brigadeiro Luís Antonio tinha o sonho de apitar grandes jogos nos grandes palcos, primeiramente no estado de São Paulo e se tudo desse certo e deu, rodar por este Brasil afora.

Confesso que não foi fácil, muitas foram as dificuldades, mas a vontade de me tornar um grande árbitro era maior e consegui realizar meu sonho com muito empenho, muita seriedade e acima de tudo com muita dignidade, e ao longo desses mais de 20 anos manter meu nome acima de qualquer suspeita.

Ontem em Curitiba na moderníssima Arena da Baixada atuei como quarto árbitro da partida Atlético PR X CR Flamengo válida pela última rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol 2016 e como dizia o inesquecível locutor Fiori Giglioti “fecham se as cortinas e termina o espetáculo”, estou com os olhos marejados, triste por encerrar minha carreira, mas com a certeza de que cada vez que recebi uma escala dei meu melhor, sai exausto de cada jogo e procurei com muita justiça e imparcialidade legitimar o resultado de cada jogo.

Agradeço primeiramente a Deus, pois sem Ele nada seria possível, aos meus pais que dentro da humildade me ensinaram a ser honesto e grato, aliás como disse recentemente o Papa Francisco “Gratidão é o sentimento que mais aproxima o ser humano de Deus”, aos amigos em especial ao Amarildo que me “inventou” na arbitragem, ao Camargo e Nelson Palmeira que me apoiaram desde os tempos de amador em Valinhos e Vinhedo, obrigado. À minha esposa Elen por aguentar o mau humor quando não era designado e pelo apoio irrestrito, ao meu filho Gabriel que suportou cada ausência, e não foram poucas…

Agradeço a cada presidente de comissão, em especial Coronel Marinho homem forte do apito Paulista por mais de 10 anos, obrigado, ao Seu Gustavo meu professor do curso de árbitros, a todos os instrutores e colegas árbitros de todo Brasil. Ao Sr. Armando Marques “in memorian” que segundo fontes, me assistiu na Rede Vida em um jogo da quarta divisão do Campeonato Paulista de 2002, promovendo-me ao quadro de árbitros da CBF. Ao Sérgio Correia que me deu tantas e tantas oportunidades e nesse último ano me proporcionou rodar ainda mais esse nosso país Continental, obrigado.

E a você Flávio Guerra meu amigo/irmão pela amizade e companheirismo, obrigado por ceder este espaço neste renomado site FI, para que eu pudesse expressar meus sentimentos de gratidão.

Antonio Rogerio B. do Prado