Final de 77: Carlos - Infelizmente o melhor nem sempre vence

Carlos duo“Tínhamos um excelente elenco, não sei se foi o melhor da história do clube, mas posso garantir que marcou época, por ter chegado a final. Foi uma partida disputada, mas fomos melhor em vários aspectos, como tática e preparo, mas futebol é assim, nem sempre o melhor vence e tivemos que ficar com o vice”, revelou o ex-goleiro, que atualmente trabalha como preparador da posição no clube de Campinas.

Campinas, SP, 11 (AFI) – Nem sempre o melhor vence. É desta maneira que o goleiro Carlos (foto) descreveu a derrota na partida final entre Ponte Preta e Corinthians, pelo Campeonato Paulista de 1977. Este foi vencido pelo time da capital, por 1 a 0, gol de Basílio, e que determinou o fim do jejum de 23 anos sem títulos.

Nascido, em Vinhedo, no interior de São Paulo, Carlos Roberto Gallo começou na Macaca, em 1974, clube que defendeu até 1983, portanto nove anos. Demonstrava frieza e segurança, características marcantes durante sua carreira. Logo depois se transferiu para o Timão. Mas a partida não traz boas recordações ao arqueiro.”Não tenho boas recordações, mesmo porque, quando entrava em campo estava focado na partida e não ficava prestando atenção em outras coisas. Me lembro que tinha bastante gente e também do barulho, ainda tenho flashs da partida em minha mente, pois foi algo emocionante”, comentou Carlos, tentando esquecer o dia em que poderia ter comemorado o título histórico para a Ponte.

A Ponte Preta perdeu apenas duas partidas, justamente na final e diante do Corinthians, ambas pelo mesmo placar, mas antes disso, na fase inicial havia vencido duas vezes. A primeira no Estádio Moises Lucarelli, por 4 a 0, e a segunda no Pacaembu, por 2 a 1. Na final a Macaca ainda venceu novamente por 2 a 1.”Realizamos uma excelente campanha, onde fomos perder apenas na final para o Corinthians. Dizem que a partida estava comprada e que os juizes estavam mal intencionados, mas não é possível provar, então se pode afirmar esta possibilidade”, disse o arqueiro, que ainda participou de três Copas do Mundo, 78, 82 e 86.

Após passar por clubes do Brasil e no futebol do exterior, Carlos retornou ao país e com 36 anos, foi contratado pelo Palmeiras, mas não se firmou e no mesmo ano, foi jogar na Portuguesa, clube no qual encerrou seu ciclo no futebol como atleta.

Com a camisa da Seleção Brasileira, Carlos também não guarda boas lembranças, pois ficou marcado pela eliminação diante da França, em 1986, quando após empate por 1 a 1 no tempo no normal e na prorrogação, veio a cobrança de pênaltis e na última penalidade francesa, Bellone mandou na trave, mas a bola voltou e acertou as suas costas do goleiro, entrando no canto oposto e determinando a eliminação do Brasil.

Perfil
Nome: Carlos Roberto Gallo
Nascimento: 04/04/1956, em Vinhedo (SP)
Clubes: Ponte Preta, Corinthians, Galatasaray-TUR, Atlético-MG, Guarani, Palmeiras e Portuguesa.
Títulos: Campeonato Paulista de 88 elo Corinthians e Campeonato Mundial juvenil de 74, Pan-americano juvenil de 75 e Torneio Pré-olímpico de 76 pela seleção brasileira