Fim trágico de clubes itinerantes serve de alerta para Red Bull e Oeste; entenda!
Equipes de Campinas e Barueri articulam parceria avaliada como positiva, mas experiências de outros times mostra que o caminho é díficl
Equipes de Campinas e Barueri articulam parceria avaliada como positiva, mas experiências de outros times mostra que o caminho é díficl
Campinas, SP, 19 (AFI) – A possibilidade de o Red Bull Brasil articular uma fusão com o Oeste pode aumentar a lista de clubes itinerantes do futebol paulista. Em busca de estancar crises financeiras ou mesmo ‘pular’ de divisão, muitos times do estado se rendem a empresários e mudam suas respectivas sedes de cidade para atender exigências de parcerias.
O próprio Oeste já tomou esse caminhou uma vez. Original de Itapólis, o clube se mudou para Barueri em 2017, aproveitando-se da boa estrutura da cidade, que em uma Arena moderna sem uso desde a extinção do Grêmio Barueri, outro time itinerante.
A lista de clubes que seguiram esse caminho é grande e muitas vezes a escolha não acaba bem. O Guaratinguetá foi para Americana no final de 2010. Na temporada de 2011, como Americana, foi 12º do Paulistão e 8º do Brasileiro Série B. Retornou para o Vale do Paraíba para a temporada 2012 – desde então, somou rebaixamento e foi parar na Segundona, mas está licenciado.
A Sociedade Esportiva Votuporanga começou em Votuporanga, em 2001, na extinta B2. Conseguiu dois acessos, mas, para temporada 2006, o SEV virou Social Esportiva Vitória e começou a atuar em Hortolândia.Se retirou do profissional em 2014, na Segundona.
O Campinas foi para Barueri no início de 2010 e virou Sport Club Barueri, temporada em que disputou o Paulista A3. Caiu para a Segundona em 2011 e jogou a Segundona de 2012. Nunca mais voltou. O Grêmio Barueri foi para Prudente em 2010, quando estava ano Paulistão e no Brasileirão. Em 2011, retornou a Barueri, quando estava na Série B e na A2. Caiu e não atua desde a A3 de 2016.
FUSÃO RED BULL X OESTE X PAULISTA
O Red Bull Brasil está planejando dar grandes voos no futebol brasileiro num curto prazo de tempo. Depois de 11 anos patinando para chegar à elite nacional sem sucesso, o clube quer atingir o seu objetivo por caminhos diferentes. Há alguns meses já negocia uma fusão com o Oeste e também a mudança de sua sede de Campinas para a cidade de Jundiaí, no interior de São Paulo.
O ‘novo’ Red Bull iria com isso ficar com a vaga do Oeste na Série B do Campeonato Brasileiro, já em 2019, e ficaria a um degrau da elite nacional. Desde 2015 está no Paulistão. A partir de 2020, os Bulls poderiam também mandar seus jogos no estádio Jaime Cintra, em Jundiaí, uma vez que desfrutam de um centro de treinamento na vizinha Jarinu. Atualmente, o clube tem um contrato válido até 2020 para utilizar o Estádio Moisés Lucarelli, da Ponte Preta.
Há ainda algumas dúvidas no ar, que talvez existam até para os dirigentes. Uma delas é se o Red Bull vai absorver o Paulista de Jundiaí, atualmente na segunda divisão. Outra é de que no momento em que a fusão – Red mais Oeste – se formalizar, haveria uma vaga a ser preenchida no Paulistão. O Oeste voltou à elite em 2018 ao ser vice-campeão da Série A2.





































































































































