Figueirense 1 x 3 Avaí – Medalhões podem derrubar treinador

Marquinhos e Cléber Santana comandaram o Leão no clássico

A experiência fez a diferença no clássico realizado neste sábado. Marquinhos e Cléber Santana marcaram os três gols que garantiram a vitória do Avaí sobre o Figueirense, por 3 a 1, no Orlando Scarpelli

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Florianópolis, SC, 10 (AFI) – A experiência fez a diferença no clássico realizado neste sábado. Marquinhos e Cléber Santana marcaram os três gols que garantiram a vitória do Avaí sobre o Figueirense, por 3 a 1, no Orlando Scarpelli, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Wellington Saci fez o gol de honra do time alvinegro. Balançando no cargo, o técnico Adilson Batista corre o risco de ser demitido.

Sem conseguir embalar uma sequência de bons resultados, o Figueirense perdeu a chance de retornar ao G4 e se encontra na sexta colocação, com 22 pontos. Por outro lado, o Avaí chegou ao quarto jogo sem derrota – três vitórias e um empate – e se distanciou da zona de rebaixamento, chegando aos 19 e saltando para o nono lugar.

Leão sai na frente
Com o meio-campo bastante congestionado, já que o Avaí escalou cinco jogadores no setor, o clássico começou equilibrado e sem muitos lances de perigo. A primeira grande chance foi criada pelo Figueirense aos 15 minutos. Ricardo Bueno ajeitou e Maylson chegou batendo de primeira. A bola desviou no zagueiro Bruno Maia e passou raspando a trave de Diego.

No entanto, em sua primeira chegada, o Avaí abriu o placar. Ricardinho lançou Marquinhos dentro da área, que, mesmo pressionado por Bruno Pires, bateu rasteiro. A bola entrou no canto de Neneca. O Figueira assustou aos 27. Rafael Costa aproveitou cruzamento de André Rocha e cabeceou com muito perigo, assustando Diego, já batido no lance.

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E, novamente, quem balançou as redes foi o Avaí, aos 37. Márcio Diogo chutou rasteiro e Neneca espalmou com as pontas dos dedos para escanteio. Após a cobrança, a bola sobrou para Cléber Santana, que chutou de primeira, no cantinho do goleiro alvinegro. Insatisfeito com o desempenho do Figueirense, o técnico Adilson Batista tirou Hildo e colocou Botti. Depois do segundo gol adversário, a torcida perdeu a paciência com o time.

Aos 46 minutos, no último lance do primeiro tempo, o Figueirense conseguiu diminuir. Wellington Saci dominou de fora da área e soltou a bomba. A bola desviou no zagueiro Bruno Maia e encobriu o goleiro Diego, que estava um pouco adiantado. O árbitro Heber Roberto Lopes apitou logo depois.

Figueira pressiona, mas “maestro” decide
No início do primeiro tempo, a bola bateu na coxa do lateral Aelson e a torcida do Figueirense ficou pedindo pênalti. O árbitro, porém, mandou o lance seguir. O time alvinegro esboçou uma pressão no Avaí, que se preocupava mais com a marcação e tentava matar o jogo no contra-ataque. Aos 19, Bruno Pires aproveitou cobrança de escanteio e cabeceou com muito perigo.

Aos 30 minutos, Ricardinho fez boa jogada pela linha de fundo e chutou cruzado. A bola passou por baixo das pernas de Diego e ia sobrando limpa para Ricardo Bueno. Quase em cima da linha, Aelson desviou de carrinho para escanteio. O Figueirense cresceu de produção com a entrada de Ricardinho, que levou perigo em uma finalização na entrada da área.

A categoria e experiência, porém, fizeram a diferença e o Avaí matou o jogo aos 36. Eduardo Costa deu grande lançamento para Marquinhos, que dominou livre e tocou com muita categoria, por cima de Neneca. Essa foi a gota d’água para a torcida alvinegra pegar no pé de Adilson Batista.

Próximos jogos
O Figueirense volta a campo na próxima quarta-feira, contra o Guaratinguetá, às 19h30, no Estádio Dario Rodrigues Leite, em Guaratinguetá, pela 15ª rodada. Na terça-feira, o Avaí recebe o ASA, às 19h30, na Ressacada, em Florianópolis.