Festa da torcida do Lanús começou antes de final contra Ponte Preta
Calçadão da cidade foi tingido de grená, cor do clube argentino
Campinas, SP, 14 (AFI) – No calçadão comercial do município de Lanús, véspera do jogo contra a Ponte Preta, a percepção era de um dia comum e sem manifestação de torcedores com camisa do clube. Na quarta-feira, dia do jogo, tudo muda. Registro para um ‘mar de gente’ tingida de grená. Muitas mulheres. Casais de idosos até.

Aquela ‘loucura’ tinha como primeiro ponto de concentração um terminal urbano e metropolitano. Ali, o grito da multidão provocava barulho ensurdecedor. Após passagem por um túnel, a caminhada se prologava por um calçadão semelhante ao da Rua 13 de Maio em Campinas.
O segundo ponto de convergência do torcedor do Lanús foi em uma extensa praça, maior até que a do Largo São Benedito defronte à Casa de Saúde de Campinas.
Ali teve início o ritual de cantos, papéis picados, foguetório e bandeiraço. E a cerveja, na base do litrão, era passada de boca em boca. A energia positiva criada pelos torcedores era a convicção de que o título não escaparia.
Documentar com imagem como? A prudência recomendava apenas espionar tudo aquilo, atribuição que caberia a algum representante da Ponte Preta, para sintomático repasse ao gelado time durante o jogo, visando despertá-lo.
O ritual de vendedores ambulantes com os tradicionais ‘churrasquinhos de gato’ – lingüiça em abundância -, latinha de cerveja, refrigerante, pipoca, etc, foi a clara constatação de que a cena só muda de endereço, seja ela internacional ou não. Tudo do mesmo jeito, inclusive com flanelinhas abusando de preços e em clima de animosidade entre eles.
A maioria das bandeiras, faixas, flâmulas, gorros e até camisa do clube exibidas pelos vencedores nas imediações do estádio tinha a inscrição ‘Lanús campeão’.
Já no estádio, filas ‘quilométricas’ para torcedores comprarem ingressos, visto que pouco mais da metade dos 40 mil haviam sido vendidos na véspera.
Nas acomodações, quando a massa já ocupava dois terços da capacidade do ‘La Fortaleza’, foi iniciada uma sessão de cantos que parecia interminável.





































































































































