Feminino: Presidente esclarece ausência do Rio Preto no Brasileiro e no Paulista

"Teríamos grandes despesas com alojamentos, alimentação, transporte, hospedagem, o que nos fizeram rever nossas posições", afirmou

"Teríamos grandes despesas com alojamentos, alimentação, transporte, hospedagem, o que nos fizeram rever nossas posições", afirmou

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São José do Rio Preto, SP, 26 (AFI) – O Rio Preto, bicampeão estadual e campeão nacional, não terá time feminino na temporada de 2019. O presidente do clube rio-pretense, José Eduardo Rodrigues, deu sua versão para a ausência nos Campeonatos Brasileiro e Paulista da categoria.

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“A Federação Paulista de Futebol praticamente banalizou a disputa do Estadual deste ano ao permitir que times não federados disputem a competição. Se a moda pegar, por princípio da isonomia, times de futebol de bairro poderão requerer a mesma condição para disputar o campeonato masculino profissional. O Paulista ficou banalizado”, disse.

“Não contamos com a verba da Prefeitura, fato que, no passado, amenizou custos, embora o clube as complementava sempre com apoios financeiros, logísticos e administrativos. Os custos para a disputa estão altamente pesados. O mercado, com a entrada de grandes clubes na disputa, está inflacionado. Os salários solicitados por atletas medianas é superior aos pagos ao masculino”, afirmou.

Foto: Gustavo Abraão Guimarães / Futebol Interior

Foto: Gustavo Abraão Guimarães / Futebol Interior

“Teríamos grandes despesas com alojamentos, alimentação, transporte, hospedagem, entre outros fatos que, analisados na ponta do lápis, nos fizeram rever nossas posições. O Rio Preto não pode e não vai embarcar numa aventura de custos superiores a R$ 100 mil por mês com patrocínio zero. A disputa tornou-se um encargo, um verdadeiro presente de grego”, continuou.

“Somos um clube responsável, sério, possuímos certidões negativas de débitos, tributos federais e estaduais, diferente dos demais times do país. Pagamos nossas contas em dia. E aguardamos que em abril deste ano com a pauta já agendada, o plenário do STF, derrube a liminar, que possibilita que times caloteiros disputem campeonatos em igualdade de condições com os fichas limpas. Nosso foco e prioridade são o futebol masculino profissional e nossas categorias de base. Esta é a nossa luta”, finalizou o dirigente rio-pretense.