FBA tinha projeto pronto para tornar a Série C viável
Rio de Janeiro, RJ, 30 (AFI) – O presidente da FBA (Futebol Brasil Associados), o pernambucano José Neves Filho, não se surpreendeu com a nova decisão da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) de tirar qualquer tipo de apoio para os 20 clubes que vão disputar o Campeonato Brasileiro da Série C, a partir da última semana de maio. Cada participante terá que arcar com todas as despesas, num quadro muito negativo já desenhado há 20 dias com o rompimento unilateral do acordo entre a CBF e a FBA para administrar a própria Série B.
A medida foi tomada depois da união da CBF com a direção da Globo Esportes, que comanda as transmissões de televisão. Ou seja, há por trás da decisão, uma série de interesses comerciais e políticos.
Clubes da Série C em apuros. Confira!
Para José Neves Filho o que está sendo feito pela CBF é um retrocesso ao futebol brasileiro. De repente, os clubes ficaram sem representação e a tendência é, cada vez mais, terem dificuldades para se manterem em atividades com competições importantes.
FBA tinha prjeto em andamento
A FBA, que vinha cuidando com zelo dos interesses comerciais dos times da Série B, já tinha um projeto para a Série C.
“Muitos dos filiados da FBA disputam a Série C e desde o final do ano passado estávamos tentando ajudar estes clubes para esta temporada. E estava tudo bem encaminhado. Infelizmente a CBF fez um rompimento unilateral com a FBA que prejudicou não só os times da Série B, como os da Série C”, comenta José Neves Filho, presidente da FBA.
A choradeira é geral, mesmo porque todos os clubes acabaram prejudicados. O reflexo tem sido imediato, segundo José Neves.
“Tenho recebido telefonemas de muitos presidentes de clubes que disputarão a Série C reclamando da CBF. A CBF não quer saber da Série C mesmo e a FBA já tinha viabilizado, pelo menos, as passagens e a hospedagem para todos os times da Série C, nos moldes que implementamos com sucesso na Série B. A CBF não está sendo correta com a FBA, mas não estamos omissos, só não posso falar da estratégia que estamos desenvolvendo”…
Clubes sem representatividade
Depois do rompimento unilateral da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) com a FBA (Futebol Brasil Associados) ficou aberto o caminho para que os clubes percam força e representação dentro do futebol brasileiro. Tanto os 20 clubes da Série B como os 20 participantes da Série C estão sem uma entidade representativa para defendê-los.
A FBA, há três anos sob o comando de José Neves Filho, vinha enfrentando as dificuldades, defendendo os clubes e tentando mudar o panorama de obstáculos que vinham se apresentando. Além de reforçar o valor pago pela transmissão da televisão, a FBA vinha conseguindo negociais os painéis de publicidade e, com um projeto de promoção e divulgação, ampliar o faturamento pelo sistema de pay-per-view.
“Conseguimos viabilizar as passagens aéreas e as hospedagens para os clubes e brigamos com a CBF, ano passado, exigindo que ela pagasse as despesas com arbitragem. Infelizmente fomos mal interpretados pela própria CBF, que deve ter entendido a reivindicação como um confronto.”, contou Zé Neves. Os clubes vão continuar pagando tacas de arbitragens e de exame antidoping que, às vezes, representa R$ 10 mil por jogo.
Assembléia prioriza Copa do Mundo
Na segunda-feira, na sede da CBF, no Rio de Janeiro, houve uma reunião ordinária da entidade com os representantes de todas as Federações. O objetivo era aprovar as contas da CBF e ao invés dos dirigentes estaduais defenderem os interesses dos seus clubes, priorizaram outro assunto: a Copa do Mundo de 2014.
Todos querem garantir um pedacinho da Copa do Mundo para seus Estados. Isso vale de norte à sul do país. Foi mais um exemplo de que a CBF e as Federações não estão preocupadas em defender os interesses de seus filiados, mas apenas de garantirem seus próprios interesses. Numa dessas, quem sofre são os clubes das Série B, C e agora D. Salvam-se apenas os clubes da Série A, que contam com o respaldo do Clube dos 13, uma entidade consolidada na base da união e do enfrentamento dos clubes contra a CBF. Seu presidente é o gaúcho Fábio Koff (foto).





































































































































