FBA quer boicotar taxa de arbitragem e maior cota da TV

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Uma delas é de que os clubes vão boicotar o pagamento das taxas de arbitragem, pedindo à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que assuma este ônus. Outra é que vão pedir ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, interferência direta para que haja uma divisão mais justa entre os clubes brasileiros dos direitos de televisão.

A isenção de taxas de arbitragem é uma questão de honra. “Seria o mínimo que a CBF poderia fazer para todos os clubes”, comentou o presidente do Marília, Beto Mayo (foto). O diretor do Santo André, Sérgio do Prado, lembrou ainda que “os clubes da Série B precisam do apoio da CBF para poder apresentar times mais competitivos e um futebol de melhor qualidade”.

Boicote na rodada inicial
Oriundo do partido dos Trabalhadores, o diretor de futebol da Ponte Preta, Sebastião Arcanjo, foi mais radical e incentivou o boicote ao pagamento das taxas. Mas não escondeu seu receio por uma falta de unidade na medida.

“Nós vamos estrear em casa (contra o Gama) e não pagaremos a taxa. Na segunda rodada vamos pegar o paulista, em Jundiaí, e daí eles também precisam imitar nossa medida. Se todos agirem da mesma maneira, o movimento ganhará força”, alerta Tiãozinho. O valor de uma taxa de arbitragem varia de R$ 5 a R$ 15 mil por jogo.

Cota maiores da TV
Outro alerta geral que saiu da Assembléia foi a “necessidade urgente” de se fazer uma divisão igualitária e justa nas cotas de televisão dentro do futebol brasileiro. O problema maior é que este assunto é de interesse direto do Clube dos 13, que controla a verba destinada pelas emissoras de TV.
”Hoje é um absurdo, porque a Série A fica com 90% dos recursos e somente 10% sobram para a série B”, lembra o dirigente do Paulista, Eduardo Palhares.

Para Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, da Ponte Preta, “o aumento de recursos aos times da série B é uma garantia de maiores investimentos, um futebol mais bonito e atrativo”.

Na reunião, alguns dirigentes lembraram exemplos de países europeus, onde as divisões inferiores – Séries B e C – recebem boas quantias, mesmo porque além de formar jogadores, chegam à elite em condições de brigar por posições e não apenas para ser um figurante.Rio de Janeiro, RJ, 26 (AFI) – Além de aprovar as contas da Futebol Brasil Associados por unanimidade, a Assembléia Geral realizada, nesta tarde no Hotel Transamérica, no Rio de Janeiro, tomou duas importantes decisões com respeito ao Campeonato Brasileiro da Série B.

O presidente da FBA, José Neves, considerou as reivindicações dos dirigentes “muito justas”. Ele, porém, se colocou na posição de um ouvidor.

“Quero saber exatamente o que pensa cada clube. Nossa obrigação é resumir o sentimento dos clubes e levar adiante suas propostas aos canais competentes”, afirmou o presidente.