FBA e clubes sofrem golpe na Série B do Brasileiro

FBA e clubes sofrem golpe na Série B do Brasileiro

Os clubes que vão participar do Campeonato Brasileiro da Série B sofreram um golpe nesta segunda-feira. A Rede Globo e a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), estranhamente com o apoio da Federação Paulista de Futebol (FPF) , de forma traiçoeira, derrubaram a FBA (Futebol Brasil Associados) do controle da negociação em defesa dos clubes.

A idéia é simples. Usando o Vasco da Gama como escudo, por ser um clube grande e tradicional, eles querem negociar os valores de transmissão da televisão diretamente com a emissora. Num primeiro momento pode até parecer vantajoso, mas num segundo plano é altamente danoso.

A briga é puramente por dinheiro. Depois que a FBA roeu o osso,Jose 0002 130 correndo atrás de patrocinadores e de uma valorização junto à televisão, agora pode ser descartada. Uma injustiça sem precendentes com o dedicado presidente José Neves Filho, que paga um alto preço por seu esforço e transparência.

Grandes interesses em jogo
A Rede Globo, com a presença do Corinthians, despertou no torcedor o interesse pelo sistema pay-per-view (sistema pago). Resultado: faturou alto no ano passado e vai faturar milhões no futuro.

É fácil entender o que vai acontecer na negociação. Os clubes vão receber um pouco de dinheiro a mais agora e depois vão ficar todos nas mãos da Rede Globo, como acontece atualmente com os clubes da Série A, mesmo sob a “proteção” do Clube dos 13.

Outro exemplo claro para entender a situação é o que acontece no futebol paulista. Quem negocia para os clubes é a Federação Paulista (FPF), que fica com uma grande bolada e nem liga para as reclamações dos dirigentes injustiçados. Este ano, por exemplo, os grandes foram beneficiados com R$ 7 milhões, enquanto os 16 demais participantes do Paulistão, meros coadjuvantes, ficaram com apenas R$ 1,4 milhão.

O dinheiro é “deles”
Para a FPF vale aquela história: não é preciso muito empenho para defender o que “não é da gente”. E as péssimas negociações da atual administração, de Marco Polo del Nero, também podem ser exemplificadas pelo descaso com o futebol do Interior, nos últimos anos.

Eduardo Farah 0014 130Outrora, na época do criativo Eduardo José Farah (foto), houve tempo em que a Série A2 era muito bem negociada com a TV Bandeirantes e a Copa Paulista era transmitida pela TV Record e com apoio publicitário, como a Copa Ray-O-Vac, que marcou época. A comparação entre o passado e o presente é importante e deve servir como referência.

Hoje em dia, as Séries A2 e A3 estão “entregues” a custo zero para duas emissoras: a Rede Família e a Rede Vida. E os clubes ficaram sem dinheiro e com uma desculpa esfarrapada de que “é melhor os jogos na televisão para valorizar os patrocinadores e as placas do estádio”. Uma piada de mau gosto. Um menosprezo com a inteligência dos dirigentes dos clubes pequenos.

Errada venda do Brinco
Vender o Estádio Brinco de Ouro, do Guarani, até poderia ser uma boa alternativa se fosse pensada como um caminho para o futuro e leonel 0002 130para a modernização. Mas abrir mão de patrimônio para quitar dívidas é um erro sem tamanho.

E pode ser confirmado, em alguns dias, pelo ultrapassado presidente Leonel Martins de Oliveira e seus pares. Ser honesto, se é que ela existe neste caso, não basta. É preciso competência para administrar um clube de futebol. Ponto negativo para Leonel Martins, ex-empresário.

Acertada venda do Majestoso
Curiosamente a Ponte Preta prepara a venda do Estádio Moisés Lucarelli, construído artesanalmente e que não aceita mais reformas e “ajeitadas”. Mas conta com a retaguarda de um parceiro forte, a sergiocarnielli 130empreiteira Oderbrech, e com financiamento já aprovado do BNDES.

Ao mesmo tempo, o clube tem pronto um projeto maravilhoso da Arena Ponte Preta, o que há de mais moderno em engenharia esportiva. Ponto positivo para o presidente Sérgio Carnielli, um empresário de visão que emprega quase dois mil funcionários