Fanático leva o nome da Ponte pelos quatro cantos do mundo
Campinas, SP, 01 (AFI) – Gilberto Gonçalves é torcedor fanático da Ponte Preta, tanto é que se intitula Embaixador da equipe pelo mundo. O fanático viaja pelo mundo todo, em eventos esportivos, acompanhado por sua famosa bandeira do Brasil, com o símbolo da Macaca, denominada ‘Dita Cuja’.
“Estive em quatro Copas do Mundo, uma Olimpíada, Roland Garros, Eliminatórias de Copas pela América do Sul toda, etc. São no total 43 paises e onde houver um monumento famoso no mundo, lá está ela com o monumento atrás” contou ao Portal Futebol Interior, Beto Gonçalves.
Sua bandeira, ou melhor, a ‘Dita Cuja’ mede 6m2. Mas ela não entra em todos os lugares. Apaixonado pela Macaca, que tem as cores preta e branca, Beto não leva a bandeira ao Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. O motivo:
“Esta bandeira por ter sido feita para divulgar a Ponte Preta em Copas do Mundo e afins, infelizmente ela é metade verde e metade amarela, motivo pelo qual não a levo no Moises Lucarelli. Verde lá eu não aceito”.
A cor da discórdia representa o Guarani, arquiinimigo da ponte Preta.
Histórias!
Beto Gonçalves fez muitas viagens. Mas ele também tem muitas histórias. “Onde você possa imaginar a “Dita Cuja” esteve: Coliseu, Torre Eiffel, Pirâmide do museu do Luvre, em Paris, Casa Branca e Rosada, Big Bem, Ponte Golden Gate, Estatua da Liberdade, Torre de Pisa, mais de 50 campos de futebol pelo mundo…”.
E algumas destas histórias lembram muito a final do Paulistão contra o Palmeiras que acontece neste domingo. A começar pela bandeira e o papa-móvel, aquele mesmo que o técnico Sérgio Guedes mandou o chileno Valdivia usar. (Leia mais…)
Em 2006, Papa Bento XVI rezava missa no Vaticano. As ruas estavam paradas. Beto e a “Dita Cuja” quase não enxergavam o papa direito. Foi quando, no final da missa, ele e a bandeira pularam na frente do papa-móvel e deixaram a vista de Bento XVI para ela ser abençoada.
Um pouco antes, em 1993, a Seleção Brasileira disputava uma vaga na Copa dos EUA, em que seria campeã no ano seguinte, contra o Uruguai. Beto e a “Dita Cuja” foram para Montevidéu assistir o empate, por 1 a 1.
O estádio estava apinhado de gente e quase não tinha lugar para estender a bandeira. Por ironia do destino, ela ficou lado a lado com a bandeira da Mancha Verde, principal torcida organizada do Palmeiras.
Durante o hino nacional, os espíritos de porcos dos palmeirenses cuspiram e xingaram nos uruguaios, que puxaram a bandeira da Mancha e a “Dita Cuja” foi junto. Só depois de muita conversa é que eles conseguiram recuperá-la.
A “Dita Cuja” se envolveu até em uma história com o Rei Pelé. No segundo jogo da Copa do Mundo de 2006, o Brasil iria encarar Marrocos. O pai de Beto, como de costume, fica mudando de canal até achar ele e a bandeira e colocar para gravar. Neste dia, a “Dita Cuja” foi focalizada, aí Pelé solta a pérola: ‘Olha lá Galvão! A bandeira do meu querido Santos Futebol Clube’. Ao lado, em LOndres, tendo ao fundo o Big Ben, Beto (de amarelo) e Fernando Labatte (de branco), na época, 1998, ainda fisioterapeuta da Ponte Preta. Labatte também já viajou 23 países nesta “cruzada”.
O narrador mala, meio sem graça, responde: ‘Pelé, esta é a bandeira da Ponte Preta, de Campinas, onde seu filho Edinho irá estrear no próximo mês’.





































































































































