Falcão, ex-técnico da Seleção Brasileira, relembra exigências da CBF

De acordo com o ex-treinador da Canarinho, desde aquela época algumas atrocidades já começaram a aparecer

Se o momento do futebol brasileiro já não é dos melhores, fora de campo não param de surgir novas polêmicas

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São Paulo, SP, 20 (AFI) – Se o momento do futebol brasileiro já não é dos melhores, fora de campo não param de surgir novas polêmicas. No programa Bem Amigos da última segunda-feira, o ex-volante e técnico da Seleção Brasileira, Paulo Roberto Falcão, relembrou os momentos que passou com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 1990, na época comandada por Ricardo Teixeira, hoje investigado pela CPI do Futebol.

De acordo com o ex-treinador da Canarinho, desde aquela época, quando Teixeira já não tinha muita influencia política dentro da entidade, algumas atrocidades já começaram a aparecer. Isso porque, na década de 90, os times do Rio de Janeiro estavam em baixa e Falcão foi aconselhado: “de repente, entre convocar um jogador de São Paulo e um do Rio, traz o do Rio se os dois tiverem o mesmo peso”, revelou.

Falcão, ex-técnico da Seleção Brasileira, relembra exigências da CBF

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Ele assumiu a canarinho logo após o fiasco da Copa do Mundo na Itália, com a derrota por 1 a 0 para a Argentina nas oitavas de final. Ele comandou o Brasil no vice-campeonato da Copa América em 1991, mas não completou nem um ano no cargo e foi substituído por Carlos Alberto Parreira, que mais tarde seria campeão nos Estados Unidos em 1994, sob a batuta de Romário.

Sobre a sua saída, Falcão lembrou da pior exigência da CBF para renovar seu contrato: o treinador deveria receber anuência em todas as convocações. Ou seja, a entidade máxima do futebol brasileiro deveria receber a lista de jogadores com antecedência, que passaria ainda pela aprovação da diretoria, e só depois viria realmente a público. A vontade do técnico seria a última.