"Fafá de Belém", Fusca rouba a cena com hino da Macaca

fusca 200Campinas, SP, 24 (AFI) – Ele é um antigo conhecido da mídia. Já esteve presente em diversos programas televisivos. Foi entrevistado por ícones do jornalismo brasileiro como Jô Soares e já foi matéria do Fantástico. Mas tudo isso não foi bastante para acabar com as suas invenções. Em meio a multidão presente no Estádio Moisés Lucarelli, um Fusca vestido com as cores do Brasil chamou a atenção.

Ao som do hino da Ponte Preta, o automóvel deu a volta no estádio e parou em frente às bilheterias. De dentro dele, saiu um senhor, vestido assim como seu carro, de verde e amarelo. Aos 58 anos, o advogado – “ainda não consegui me aposentar” – Nelson Paviotti é um apaixonado por futebol. Suas loucuras começaram em 1994, na Copa do Mundo dos Estados Unidos.

fusca1 200“O Brasil não ganhava uma Copa do Mundo há 24 anos e prometi para mim mesmo que ia comer verde e amarelo, vestir-me de verde e amarelo e, para não perder o embalo, pintei o fusca de verde e amarelo. Na minha casa foi a mesma coisa. Era tudo verde e amarelo, menos uma parede, que minha esposa pediu para deixar intacta, branca. Coloque mais de mil bandeiras espelhadas pela casa”, afirmou Paviotti, chamado por muitos de Pavarotti.

O ritual deu certo e a Seleção Brasileira, comandada pelo atacante Romário, levantou o caneco. O Fusca, que não é o atual, recebeu o nome de Romário, em homenagem ao Baixinho. E o Sr. Nelson teve o mesmo procedimento em 1998, 2002 e 2006, quando aposentou o antigo Fusca. Desde então, entrou em ação outro Fusca, modelo 82 e carinhosamente nomeado de Fafá de Belém.

“Eu amo a Fafá de Belém e já estava na hora de trocar de carro. O Romário continua na garagem, mas só ando com ele de vez em quando”, contou. Ainda sobre o “ex-Fusca”, Paviotti revelou que quando o Baixinho marcou o milésimo gol, andou com o carro até atingir 1 milhão de Km rodados. “Rodei Campinas e só parei quando o carro marcou um milhão de quilômetros”.

Amor pela Ponte Preta
fusca2 200Depois de visitar dezenas de programas televisivos, Nelson Paviotti achou que estava na hora de inovar. Foi aí que veio a idéia de tocar o hino da Ponte Preta no Fafá de Belém.

Torcedor da Macaca desde o fatídico ano de 1977, quando mudou de Monte-Mor para Campinas, Pavioti, que contava sua história entre um gole e outro de cerveja, disse que chegou a hora da Ponte Preta ser campeã.

“A Ponte merece ganhar esse título. A torcida da Ponte merece essa conquista. O time é bom e raçudo, assim como a torcida gosta”, comentou.