Exclusivo: Novo técnico do Grêmio concede entrevista ao FI
Jundiaí, SP, 09 (AFI) – Durante três anos, Vagner Mancini comandou o Paulista. Muitas alegrias, como o título da Copa do Brasil de 2005, e algumas frustrações, como o “quase acesso” no ano passado, quando a equipe ficou em quinto lugar no Campeonato Brasileiro da Série B.
Na passagem pelo Galo, Mancini cansou de ser sondado por outros clubes que queriam contar com o seu trabalho. “Mas eu estava concentrado em Jundiaí e não queria sair”, afirma.
Em maio deste ano, o treinador, enfim, decidiu deixar o Paulista. Uma proposta do Al Nasr, do ainda amador futebol do Emirados Árabes, o seduziu e ele aceitou. “Ficamos em sexto lugar no campeonato estadual deste ano e até membros da imprensa de Jundiaí nos criticaram”, argumenta Mancini que é direto ao responder.
“Se eu e a base que tínhamos não saísse, não cairíamos”. A permanência de Mancini no Al Nasr durou pouco mais de sete meses. Ele se apresenta ao Grêmio no próximo dia 12. Nesta entrevista ao jornalista Marcel Capretz, o treinador revela o porquê de ter deixado o Emirados Árabes e da emoção em dirigir um time no qual ele conquistou vários títulos como jogador, como a Taça Libertadores da América de 1995, sob o comando de Luis Felipe Scolari.
Marcel Capretz – Como foi a sua adaptação no Emirados Árabes?
Vagner Mancini – A adaptação foi excelente, eu já conhecia a cultura e os hábitos dos árabes; morei no Qatar em 1987.Trabalhar no mundo árabe é para poucos, porque os problemas são gigantes perto das soluções, porem vive-se bem e ganha-se bem também.
MC – O que te levou a acertar com o Grêmio?
VM – Achei que a oportunidade era maravilhosa e aceitei .No Al Nasr eu estava feliz, mas treinar o Grêmio era um sonho.
MC – Foi difícil conseguir se livrar da multa rescisória no Al Nasr?
VM – Dificil não foi porque paguei. O Al Nasr me devia um dinheiro e isso facilitou as coisas, eu queria sair do clube com as portas abertas.
MC – Enfim, chegou a sua vez de se firmar como um grande técnico do futebol brasileiro?
VM – Enxergo a oportunidade como um “upgrade” em minha carreira, se chegou a vez ou não de me firmar só o tempo dirá…não trabalho pensando no amanhã e sim no hoje; quem pensa muito no amanhã, esquece de realizar.
MC – No que a proposta do Grêmio se difere das outras feitas enquanto você era técnico do paulista?
VC – Ela veio numa hora excelente e por isso aceitei. Enquanto técnico do Paulista algumas propostas vieram,mas eu nunca as ouvi direito porque tinha objetivos claros; no Al Nasr eu vivia o dia-a-dia diferente num clube que deseja ser profissional, mas ainda não é.
MC – Você vai levar toda a sua comissão para Porto Alegre?
VM – Não, levarei comigo somente o meu auxiliar Armando Bracali, antes treinador de goleiros.
MC – O fato do time não ter se classificado para à Libertadores vai dificultar o seu trabalho?
VM – De maneira alguma. O Grêmio vem de uma era vitoriosa com o Mano Menezes e tenho muito trabalho a frente, pois as comparações serão inevitáveis, por um outro lado pegarei uma equipe bem treinada e aplicada.
MC – Qual a importância do Paulista nesta sua conquista como profissional?
VM – Vital, o Paulista foi o começo de tudo, foi o clube que me deu a chance de hj estar treinando uma equipe forte no cenário nacional.
MC – Você acompanhou o Galo na Série B?
VM – Acompanhei sim, às vezes até ouvia os jogos pela Rádio Cidade.
MC – O que você achou do rebaixamento?
VM – Senti muito o rebaixamento, pois gosto do clube e das pessoas que o dirigem, porém foram cometidos erros e isso Levou o Galo a queda.
MC – Se você ainda estivesse em Jundiaí, o time teria caído?
VM – Jamais!!! tÍnhamos um time montado. esse time foi desmontado porque chegamos em sexto lugar no Campeonato Paulista, onde até a imprensa de Jundiaí criticou-nos pela colocação.





































































































































