Exclusivo! FI traz um Raio-X do próximo adversário da seleção

O Futebol Interior conversou com um repórter esportivo da Austrália

o Futebol Interior traz com EXCLUSIVIDADE um Raio-X da seleção australiana. O Portal foi buscar informações com o repórter do jornal australiano The Australian, Mark Silverstone, que veio ao Brasil especialmente para cobrir a partida.

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Campinas, SP, 06 (AFI) – O Brasil volta a campo, neste sábado, às 16h15, para enfrentar a Austrália, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Para a maioria, o adversário brasileiro neste amistoso é desconhecido, tendo em sua maioria jogadores que atuam na Europa, Ásia e na própria Austrália. Para ajudar os torcedores brasileiros, o Futebol Interior traz com EXCLUSIVIDADE um Raio-X da seleção australiana. O Portal foi buscar informações com o repórter do jornal australiano The Australian, Mark Silverstone, que veio ao Brasil especialmente para cobrir a partida.

0002048103581 imgHolger Osieck, o treinador da Austrália

Ainda que a maioria dos jogadores convocados pelo treinador alemão Holger Osieck sejam desconhecidos pelos brasileiros, três nomes estiveram no último confronto entre as duas seleções em uma Copa do Mundo. O goleiro Mark Schwarzer, o lateral Lucas Neill e o meia Mark Bresciano foram titulares da Austrália quando a seleção foi derrotada pelo Brasil por 2 a 0 na Copa do Mundo de 2006. Segundo Silverstone, entretanto, há mais na Austrália do que os três experientes jogadores.

“A seleção australiana mescla experiência com juventude. Ainda que seja muito forte fisicamente e na marcação, já fez muitos gols nas Eliminatórias Asiáticas e por ter um técnico alemão, tem um futebol que lembra o clássico futebol da Alemanha até os anos 2000, com muita força e jogadas aéreas”, disse Silverstone.

O repórter australiano classifica o meio-campo de sua seleção muito qualificado, com jogadores que gostam de carregar a bola e utilizam os lados do campo para armar as jogadas, daí a necessidade do time ser escalado sempre com dois meias abertos. “ O Mark (Bresciano) e o Holman buscam sempre os cantos para armarem o time. Esse esquema de jogo permite que os atacantes fiquem mais centralizados”, explicou.

Pontos fracos e fortes
Em relação ao ponto fraco da seleção, Mark Silverstone lembrou que o excesso de respeito com os brasileiros pode atrapalhar a seleção australiana. Segundo o repórter, a maioria dos jogadores ainda não tem experiência de enfrentar grandes seleções, pois o treinador promoveu uma renovação e trouxe diversos jogadores que atuam no futebol nacional e asiático. “Acho que a seleção pode se assustar se o Brasil fizer o primeiro gol. Muitos ingressos já foram vendidos e com certeza terá bastante torcedores empurrando o Brasil”.

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Por outro lado, o repórter avisa para que a seleção brasileira não entre com o sentimento de “já ganhou”. Silverstone apontou as “travessuras” que a seleção australiana já aprontou nas Eliminatórias. O fato de a seleção ter passado a atuar pela Federação Asiática e ter abandonado a Oceânia amadureceu o time. “Antes a Austrália só pegava adversários frágeis, mas agora o nível aumentou. Nas atuais Eliminatórias, a Austrália já venceu pelo menos três jogos em jogadas iniciadas ainda no campo de defesa e com ligações diretas chegou ao gol. Os jogadores estão sempre prontos para desviar as bolas de cabeça”, avisou.

Desconhecida ou não, a Austrália veio com o que temd e melhor para enfrentar o Brasil neste sábado. Os únicos desfalques da seleção serão o zagueiro Wilkshire e o atacante Cahill, que lesionados, nem viajaram. O treiandor Holger Osieck deve levar o campo a seguinte formação: Schwarzer; Neill, Milligan, Cornthwaite e Ogvenerovski; McKay, Oar, Bresciano e Holnan; Kruse e Archie Thompson.