Exclusivo! FI entrevista novo comandante do Paulista

Jundiaí, SP, 05 (AFI) – Quando o Futebol Interior publicou no dia 24 de abril que Moacir Júnior era o técnico mais cotado para assumir o Paulista, muita gente se assustou ao ouvir pela primeira vez este nome.

Reconhecido pelos seus recentes bons trabalhos em Minas Gerais, Moacir Júnior não aparecia como o preferido dos torcedores do Galo. Mas ele sempre foi, desde a primeira da série de entrevistas que foi submetido, o preferido dos dirigentes do clube e do parceiro Campus Pelé.

“O João Paulo (Medina, diretor-executivo do projeto Campus Pelé) me disse desde o começo que gostou muito de mim. Mas ele deixou claro que iria entrevistar outros treinadores e eu também disse que tinha proposta de outros clubes. Até por isso que a definição demorou para acontecer. Mas agora é pensar no trabalho, estou cheio de disposição e vamos levar o Paulista de volta a Série B do Campeonato Brasileiro”, disse Moacir.

Confira abaixo a posição do novo treinador do Paulista com relação a vários outros assuntos:

FUTEBOL INTERIOR – Você recebeu propostas do América-RN que está na Série B, do Guarani e de outros clubes que também estão na Série C como o Paulista. Porque você escolheu vir para Jundiaí?
MOACIR JÚNIOR – Por toda a estrutura que o clube tem, pelo que as pessoas comentam bem, pela história recente de conquistas e pelo modo como foram as entrevistas. Eu percebi que para a minha carreira seria bom assumir um clube como o Paulista. Durante todas as entrevistas que foram feitas percebi uma enorme boa vontade do João Paulo Medina, do Eduardo Palhares e do Marcos Biasotto, em retornar à Série B. Eles até diziam que queriam consertar o erro que aconteceu no ano passado com o rebaixamento.

FI – Você é a pessoa certa para consertar esse “erro”?
MJ – Me considero capaz, sim. O Medina queria muito um profissional que fosse formado e pós-graduado. E eu me enquadro nisso. Ele quer alguém que faça relatórios de tudo o que acontece no clube, até porque hoje o futebol é empresarial; temos que trabalhar assim. Eu posso garantir hoje que vou trabalhar muito para que o Paulista conquiste o
acesso.

FI – O fato de mais de 40 times serem rebaixados da Série C para a Série D neste ano te preocupa?
MJ – Sempre digo que a Série C é o campeonato mais difícil do Brasil por não ser de pontos corridos. Há várias fases e um deslize pode ser fatal. Isso sim me preocupa. Mas estou cheio de disposição em formar um time brigador, que lute o tempo todo e que tenha identificação com a cidade. Gosto muito disso; em todos os clubes que passei procurei criar um laço entre os jogadores e os torcedores. Isso dá resultados.

FI – Você já disputou o Campeonato Brasileiro da Série C por outros clubes?
MJ – Em 2002, disputei pelo Ipatinga e pelo Vitória do Espírito Santo. Em 2004, estive no Estrela do Norte e em 2006 voltei ao Vitória.

FI – Como o torcedor do Paulista pode esperar a equipe dentro de campo?
MJ – Uma equipe aguerrida. Gosto de times competitivos, que não dêem espaço para os adversários. Em casa, precisamos assegurar as vitórias. Fora, vamos jogar no contra-ataque.

FI – Você vai participar diretamente na formação da equipe?
MJ – Sim. Mas tudo em conjunto com a diretoria. Gosto de fazer parte deste projeto. Nos últimos times que passei, eu sempre fiz isso e sempre deu certo. No meu time só joga quem tem vontade, quem realmente esteja comprometido com o objetivo do clube. Vou indicar jogadores que eu conheço, que já trabalharam comigo em outros clubes e que honrem a camisa do Paulista.