Exclusivo: Dirigente vai deixar Paulista nos próximos dias

Jundiaí, SP, 13 (AFI) – O gerente de futebol do Paulista, Moisés Cândido, deve deixar o clube nos próximos dias. Ele mesmo diz que já comunicou sua decisão a toda diretoria e aos membros do Campus Pelé e que no ano que vem pode ser dirigente do Paraná Clube. Apesar de já dar declarações como ex-dirigente do Paulista, Moisés está recebendo diariamente ligações e contatos de membros da diretoria do Galo que tentam o convencer a ficar. O vice-presidente Luiz Roberto Raymundo, o Pitico, e o superintendente, Beto Rappa, são os que mais estão lutando pela permanência de Moisés.

“Eu estou argumentando a eles que tudo na vida é cíclico e que o meu em Jundiaí já chegou ao fim. Eu os ouço todo dia e respeito a posição deles. Mas hoje o que posso dizer é que me reuni durante todo o final de semana com dirigentes do Paraná e estou muito propenso a deixar o Paulista e assumir como coordenador em Curitiba”, disse.

Alegando muitas críticas após o rebaixamento do Galo no Campeonato Brasileiro da Série B, Moisés vai esperar o término da formação da equipe para o Campeonato Paulista para retornar a Curitiba, local onde passou a maior parte de sua vida.

“Deixo muitos amigos em Jundiaí. Tive uma passagem maravilhosa pelo Paulista e levo momentos inesquecíveis. Recebi uma proposta do Paraná e devo atuar com a diretoria deles já no início do ano que vem”, afirma Moisés.

O que chateou Moisés Cândido a ponto de levá-lo a querer deixar o Paulista foram as críticas que recebeu após o time ser rebaixado para a Série C. Ele sai chateado por ter sido apontado por alguns setores como o maior culpado pelo descenso da equipe. Moisés chegou ao Paulista em janeiro de 1999. Nos anos seguintes, ele teve grande parcela na reestruturação das categorias de base do clube, que passou a não contar mais com os recursos da Parmalat. Os grandes frutos do trabalho de Moisés foram o vice-campeonato estadual de 2004, o título da Copa do Brasil em 2005, a participação do Paulista na Libertadores de 2006 e o quinto lugar da equipe no Campeonato Brasileiro da Série B de 2006.

“Reconheço que tive erros durante todos esses anos, mas também tive acertos. Saio com as portas abertas e não descarto um retorno. Quem sabe? Adoro Jundiaí”, afirma Moisés, que ganhou força em 2007 após o afastamento de Pitico do futebol do Paulista. João Paulo Medina, diretor-executivo do Campus Pelé, nutria grande apreço por ele. “Eu queria ter o conhecido o Medina antes. Aprendi demais com ele”, disse Moisés.

“O problema que tivemos em 2007 não foi a montagem do time e sim o desmanche que fizemos após o Paulistão. Houve inúmeros erros e fui apontado como o culpado. Quero deixar claro que não tive nenhum problema com ninguém da diretoria, muito menos com o pessoal da parceria. Todos sempre me deram a maior força e condição de trabalho. Estou saindo apenas para evitar um possível desgaste”, explica.

Beto Rappa apesar de tentar convencer o gerente a ficar vai deixar o Paulista em julho, quando vai estudar fora do país.