Ex-zagueiro de Corinthians e Palmeiras visita Ronaldinho Gaúcho em hotel

Ex-zagueiro já havia visitado Ronaldinho Gaúcho e Assis no completo penitenciário Agrupación Especializada

Ex-zagueiro já havia visitado Ronaldinho Gaúcho e Assis no completo penitenciário Agrupación Especializada

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Campinas, SP, 25 (AFI) – O ex-zagueiro Gamarra visitou Ronaldinho Gaúcho e Assis no hotel em Assunção, onde os brasileiros estiveram detidos por uso de passaportes falsos. R10 e o irmão foram liberados pela Justiça mediante a pagamento de multa.

“Obrigado pela sua visita e por todo o apoio nesta fase difícil, meu amigo”, escreveu o ex-camisa 10 em suas redes sociais.

Gamarra, ex-zagueiro de Corinthians, Palmeiras, Seleção Paraguaia, entre outros, já havia visitado Ronaldinho Gaúcho e Assis no completo penitenciário Agrupación Especializada. Os dois brasileiros ficaram detinos por 171 dias no Paraguai.

Amigos para sempre! (Foto: Reprodução)

Amigos para sempre! (Foto: Reprodução)

ENTENDA!
A soltura foi possível porque Ronaldinho e seu irmão aceitaram a proposta do Ministério Público para que fossem colocados em liberdade. Eles irão pagar uma multa de US$ 200 mil (R$ 1,12 milhão) e Assis terá de comparecer a cada três meses perante a um juiz brasileiro durante o período da pena suspensa. O juiz de garantias Gustavo Amarilla Arnica aceitou o acordo feito entre as partes e colocou os irmãos em liberdade, com a pena suspensa.

AUDIÊNCIA
Na audiência desta segunda, realizada no Palácio da Justiça, em Assunção, o Ministério Público do Paraguai apontou que Assis e Ronaldinho tiveram atuações diferentes no caso. De acordo com a promotoria, o irmão do ex-jogador do Barcelona foi o responsável pelo fornecimento das fotos para a produção de documentos falsos, enquanto Ronaldinho não teria conhecimento desse ato.

Por isso, a multa que Assis pagará – US$ 110 mil (R$ 616 mil) – é maior do que a do irmão – US$ 90 mil (R$ 504 mil). Do valor pago pelo pentacampeão mundial, US$ 60 mil vão para um hospital e outros US$ 30 mil para a campanha solidária “Todos somos Bianca”

OTERO CHEGA FELIZ

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O CASO
Ronaldinho desembarcou em Assunção ao lado do irmão em 4 de março para participar da inauguração de um cassino e uma ação social que utilizava a sua imagem. Esse projeto era liderado pela empresária Dália López, que chegou a recepcioná-los no aeroporto e agora está foragida da Justiça.

Na noite do dia da chegada de ambos ao país, a polícia do Paraguai foi ao quarto do hotel onde eles estavam, para investigar a acusação de que portavam documentos falsos. Ele prestaram depoimentos no dia seguinte e chegaram a admitir terem cometido um crime. Inicialmente, seriam liberados da acusação e voltariam ao Brasil, mas uma reviravolta judicial os levou para a prisão no dia 6.

Os dois, então, foram detidos e ficarem por cerca de um mês em um presídio de segurança máxima no Paraguai. Em abril, a Justiça aceitou a transferência para o regime domiciliar, em um hotel de Assunção, após o pagamento de uma fiança de US$ 1,6 milhão (o equivalente a cerca de R$ 8,5 milhões), que será devolvida com o fim do processo.

No último dia 7, os promotores pediram ao juiz a suspensão condicional do procedimento para que o ídolo do Barcelona e seu irmão pudessem retornar ao Brasil, desde que aceitassem o acordo proposto e aceitassem a pena suspensa de dois anos.

Os promotores investigavam ainda suposta relação de Ronaldinho e do irmão com uma organização criminosa especializada em falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. Desde o início das investigações, a defesa dos ex-atletas brasileiros alega que os dois foram enganados e não sabiam que os passaportes tinham sido adulterados.

ESCÂNDALO!
O caso envolvendo o ex-jogador brasileiro virou um escândalo no Paraguai e atingiu vários funcionários da Diretoria de Migração e do Departamento de Identificação, que emitem passaportes e documentos de identidade, além de fiscais do Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, onde eles desembarcaram. Dezoito pessoas foram detidas por envolvimento no caso.

Em março, a Justiça havia determinado que Ronaldinho e o irmão precisavam permanecer detidos durante a investigação. O inquérito poderia durar até seis meses para ser concluído, de acordo com as leis paraguaias. Agora, porém, eles estão livres para retornarem ao Brasil.

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