Ex-volante do Flamengo tranqüiliza atacante do Fluminense

Atualmente jogando no Tokushima Vortis, do Japão, Da Silva enviou uma mensagem tranqüilizadora ao atacante tricolor.

“Espero que Alex Dias se recupere rápido. É uma sensação que não desejo para ninguém, mas, graças a Deus, me recuperei e voltei a jogar normalmente, sem qualquer limitação. Ele precisa descansar e se preocupar apenas com sua saúde. Tenho certeza de que ele vai sair dessa e, em breve, poderá voltar aos campos. O problema não é tão grave, mas o susto é inesquecível”, disse Da Silva.

Na ocasião, Da Silva ficou um dia internado no CTI do hospital Copa D´Or e mais quatro dias se recuperando no quarto. Ele foi submetido a uma cirurgia para colocar um dreno e, assim, fazer a retirada do ar da membrana que envolve o pulmão.

“Lembro que levei uma bolada no peito e comecei a sentir uma dor muito forte que me impedia de respirar normalmente. Tentava gritar, mas a voz não saía e chamei o goleiro Diego, que estava mais próximo. Ele viu que eu não conseguia me manter em pé e correu para chamar o árbitro”, disse o jogador.

Rio de Janeiro, RJ, 11, (AFI) – O drama do atacante Alex Dias, do Fluminense, que terá de ficar cerca de três semanas afastado dos gramados, não é novidade no futebol brasileiro. Em 2005, o volante Da Silva, então jogador do Flamengo, sofreu um pneumotórax espontâneo (entrada de ar entre o pulmão e o tórax que impede a expansão do pulmão, dificultando a respiração), ao levar uma bolada no jogo contra o Volta Redonda, pelo Campeonato Carioca. “Na hora, pensei que estava sofrendo um infarto, porque a dor no peito foi muito forte e só lembrava dos casos do camaronês Marc-Vivien Foe e do Serginho (ex-São Caetano)”, relatou, referindo-se aos jogadores que morreram em campo em 2003 e 2004, respectivamente.