Ex-pontepretano pede apoio à torcida do Paulista na Série B

A era Waldemar Lemos chegou ao fim no Paulista. Os dirigentes, omissos durante muito tempo, não suportaram a passividade do treinador e o dispensaram na manhã do último domingo. Tentando corrigir erros do passado, a diretoria efetivou o ex-auxiliar Marcus Vinícius (foto) e é dele a missão de comandar o Galo da Japi nos últimos oito jogos do Campeonato Brasileiro da Série B, evitando o que é quase impossível: rebaixamento à Série C, de 2008. Durante a sua apresentação, neste domingo, no Salão Social do Estádio Dr. Jayme Cintra, Vinícius fez questão de pedir apoio ao grupo de jogadores e à torcida.

Jundiaí, SP, 15 (AFI) – O novo treinador jundiaiense declarou que vêm recebendo muito carinho dos torcedores, mas que prefere que tudo seja revertido para o elenco. Uma das mudanças que Marcus Vinícius vai empregar é o período de treinamentos. Waldemar Lemos treinava a equipe em apenas um período.

“Vou dar treinos pela manhã e a tarde. Precisamos de dedicação para sair dessa situação”, anunciou o treinador, dizendo, também, que vai “dar moral aos jogadores, mas que vai cobrá-los também”. “Jogador de futebol é igual filho. Temos que dar carinho, mas também cobrar”, pensa Marcus Vinícius, que é o quarto treinador do Paulista na temporada.

Antes dele e de Waldemar, Marcelo Veiga e Vágner Mancini dirigiram o Paulista. Inclusive, Mancini também ‘estreou’ na carreira de treinador no Paulista. Assim como Marcus Vinícius. “Espero ter o mesmo sucesso que ele”, afirmou o novo técnico, que tem 34 anos.

“Fico feliz que o torcedor esteja confiando em mim, mas quero que todos apoiem cada jogador do nosso grupo. Para a cidade de Jundiaí será muito ruim que o Paulista caía para a terceira divisão. Por isso, quero que os torcedores nos apoiem incondicionalmente nas partidas em casa, para que possamos tirar o time dessa situação”, afirmou Marcus Vinícius, ressaltando que não se considera inexperiente para a função.

“Se fosse para ser técnico quando chegou o Waldemar, aí eu diria que não teria condições já que eu não tinha nenhuma experiência de campo. Hoje me sinto apto para assumir qualquer tipo de função e preparado para toda pressão que eu possa vir a sofrer”, completou.

Como jogador, passou por Caldense-MG, Ponte Preta, Atlético-PR, Cruzeiro, Portuguesa, Juventude, Grêmio, Sport e Paulista.

Após ser apresentado a imprensa pelo presidente do Paulista, Eduardo Palhares, e pelo diretor-executivo do Campus Pelé, João Medina, o novo técnico jundiaiense teve uma conversa com todo o elenco.

“É bom conversar olhando no olho. Comigo não há vaidade e nem frescura”, disse Marcus, que logo em seguida comandou o seu primeiro treinamento. Hoje, o elenco deve voltar a treinar e só aí a aequipe vai começar a ser estudada para o jogo de sábado, contra o Avaí. “Todo time de futebol deve ter alma. É a partir disso que vou começar a montar o Paulista”, declarou o novo comandante.

Omissão da diretoria
Medina 001 200A omissão do presidente Eduardo Palhares está deixando João Paulo Medina (foto) fazer o que bem quer no Paulista e o resultado é o rebaixamento iminente à Série C. Tudo começou com a contratação do técnico Waldemar Lemos, irmão de Oswaldo de Oliveira. Ambos com estilo “sono” e que pouco contribuem para um grupo de jogadores.

Medina e Lemos são amigos, já que trabalharam juntos no Oriente Médio. E essa foi uma “mãozinha” dada ao amigo para conseguir um emprego no Brasil. Medina está usando as tradições do Galo da Japi como laboratório para seus projetos e interesses pessoais.