Ex-ministro do Esporte, Aldo Rebelo diz que escândalo na Fifa não surpreende o governo brasileiro

Rebelo, disse nesta segunda-feira que não é "propriamente uma surpresa o que aconteceu no mundo do futebol", se referindo ao escândalo de corrupção que abala a Fifa.

"Eu fui presidente de uma CPI que investigou essas relações, cujo relatório não foi votado, e tenho um livro que está proibido até hoje - e eu não sei o porquê - sobre o tema", diz

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São Paulo, SP, 1 – O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação e ex-ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse nesta segunda-feira que não é “propriamente uma surpresa o que aconteceu no mundo do futebol”, se referindo ao escândalo de corrupção que abala a Fifa.

“Eu fui presidente de uma CPI que investigou essas relações, cujo relatório não foi votado, e tenho um livro que está proibido até hoje – e eu não sei o porquê – sobre o tema. Então, não é propriamente uma surpresa o que aconteceu”, afirmou a jornalistas Rebelo, que foi presidente da CBF/Nike, entre os anos de 2000 e 2001.

Aldo Rebelo, que pouco fez no Ministério dos Esportes, agora fala que governo já sabia dos podres da CBF. Não fez nada por quê?

Aldo Rebelo, que pouco fez no Ministério dos Esportes, agora fala que governo já sabia dos podres da CBF. Não fez nada por quê?

Para ele, havia indícios de irregularidades.

“O que é lamentável, porque gera prejuízos não só para a imagem do futebol, mas também para os clubes”, declarou. “Como é que uma Copa Libertadores, um torneio tão valorizado, com tanto apelo, por exemplo, paga prêmio menor do que o Campeonato Paulista? Essas investigações descobriram, quando feitas a rigor, coisas irregulares nesse mundo, e foi o que aconteceu”, disse.

SEM RELAÇÃO COM COPA DE 2014
Ele declarou que não acredita que as investigações possam chegar a questionamentos sobre a realização da Copa do Mundo do Brasil.

“A Copa já foi muito bem investigada e controlada quando foi realizada. Essa investigação dos Estados Unidos nem cita o evento no Brasil”, ressaltou. Ele comentou que “falavam coisas” (superfaturamento de contratos) sobre a reforma do Mineirão, em Belo Horizonte, mas que os órgãos – Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado e da União – nunca apuraram nada.

“A Copa do Mundo era um empreendimento privado. Ou seja, o Brasil ofereceu segurança pública, cuidou dos aeroportos, da infraestrutura, alguns estádios foram construídos com Estados e outros com privados”, explicou.