Ex-jogador do Santos relata racismo em agência da Caixa em Rio Claro
Giba relata que foi tratado de forma discriminatória por atendente do banco na última segunda-feira
Giba relata que foi tratado de forma discriminatória por atendente do banco na última segunda-feira
Rio Claro, SP, 09 (AFI) – A terrível morte de George Floyd pela polícia de Minneapolis nos Estados Unidos chocou o mundo e voltou a despertar casos de racismo no Brasil, provando, lamentavelmente, que o preconceito está longe do fim.
Giba, ex-atacante do União São João, Santos FC e Kyoto do Japão, revelou nesta terça-feira (9), na sua conta de Facebook, nas redes sociais, ter sido vítima de racismo em uma agência da Caixa Econômica Federal, na Rua 3, no Centro de Rio Claro-SP, cidade onde mora atualmente com a família.
Giba conta que a discriminação ocorreu na tarde da última segunda-feira (7) no momento em que estava sendo atendido pelo caixa do banco. “O atendente fez eu tirar a máscara, até aí tudo bem, mas por qual razão o atendente ao lado não fez o mesmo com o cliente de cor branca? Além do mais, ele me deixou esperando por quase 20 minutos falando que o sistema do banco estava sem funcionar, ele só foi me pagar depois que todos os clientes que estavam no banco foram atendidos”, lamenta Giba.
O ex-jogador não escondeu a revolta com o constrangimento. “Eu cheguei a tremer na hora, minha vontade era de dar um soco no vidro que nos separava, mas, pensei bem e resolvi não agir desta forma, senão perderia minha razão”, disse.
Giba é a favor dos movimentos que vêm ocorrendo no Brasil e no mundo pela igualdade racial. “Senti-me pequeno, mesmo sabendo que sou um gigante, a sensação é horrível, seu mundo desmonta, mas, não vamos deixar de lutar pela igualdade racial, temos os mesmos direitos, peço que respeitem a nossa raça, respeitem a nossa cor”, pondera.
Giba foi um dos grandes jogadores que vestiram a camisa do União São João de Araras. Atacante velocista era conhecido por usar um cabelo rastafári. Atuou com a camisa 7 do União São João em 1991. O União naquela época jogava com Gilmar; China, Fonseca, Henrique e Roberto Carlos; Lino, Odair e Glauco; Giba, César e Éder Aleixo.
Além do União São João de Araras, Giba jogou no Santos, Marília, no Kyoto do Japão entre outros times do futebol brasileiro. “Fui o primeiro negro a jogar no futebol japonês, inclusive sei falar o idioma deles, ninguém precisa me conhecer por isso, só peço que trate com respeito eu e meus irmãos da pele negra”, disse.





































































































































