Ex-diretor, Eric Silveira detona gestão na Ponte Preta e escancara crise: 'É uma zona'

Dirigente, desligado nesta quinta, é tido como responsável por procedimentos irregulares no bar do Estádio Moisés Lucarelli

Dirigente, desligado nesta quinta, é tido como responsável por procedimentos irregulares no bar do Estádio Moisés Lucarelli

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Campinas, SP, 25 (AFI) – Eric Silveira, desligado do Departamento de Marketing na tarde da última quinta-feira, detonou a administração da Ponte Preta em áudio divulgado, em primeira mão, pelo jornalista José Henrique Semedo, do Canal Esportes Online.

De acordo com o conteúdo denunciado por Rosemeire, pivô de polêmica envolvendo supostas irregularidades no bar do Estádio Moisés Lucarelli, o cartola não mediu palavras para analisar a gestão de José Armando Abdalla Júnior, tido como um de seus ‘parceiros’ dentro do clube.

“A Ponte Preta é uma zona. Se eu defino qualquer coisa, vão falar que estou tendencioso para alguém. Até por isso tirei o meu time de campo. Não há receita boa no bar porque o clube está na Série B. É ruim para todos nós. É mais fácil tratar com cada fornecedor para contar com produtos bons”.

PROIBIDO

Em outro áudio vazado, Eric Silveira dá detalhes de sua relação com membros de torcida organizada do clube e a cessão de ingressos sem custos.

Eric Silveira é denunciado por irregularidades na Ponte Preta - Álvaro Júnior / PontePress

Eric Silveira é denunciado por irregularidades na Ponte Preta

“A pior parte é a questão dos ingressos ao torcedor. Todo mundo dá e eu não posso ficar sem dar também. Não posso por ter um termo assinado com o Ministério Público que me proíbe disso. O que eu faço? Faço eles assinarem um termo dizendo que estão comprando os ingressos. Assim nunca vai dar nada porque o cara está assinando que comprou. Se o Ministério Público me chama, eu só mostro o documento e vou embora”, revelou.

O QUE ELA DIZ?

Em entrevista ao veículo de comunicação mencionado anteriormente, Rose detalhou bastidores dessa negociação e também deu sua opinião.

“A preocupação dele era a Ponte Preta. Em algumas situações de conversa, ele se sentiu à vontade em falar dos ônibus da torcida. O clube não pagava nada. Eles pediam dinheiro aos empresários. Se pegavam dinheiro de dez ônibus, davam três ou quatro apenas à torcida O resto era embolsado. É um dinheiro sem entrada nem saída. Então, ninguém nunca iria saber. Não há documento. Quem vai provar que aquele dinheiro existiu? É como se a Ponte Preta doasse. Nunca foi esclarecido ao torcedor que era uma doação”, disparou.

“A Ponte Preta se promovia, com a organizada, através dos outros, pegando dinheiro de doação e alugando os ônibus. Eu via algumas ligações, mas eram rápidas. Ele falava algumas coisas sobre torcedores, dinheiro e filhos de empresário. Eu não tenho como provar”, completou.