Ex-comandante do Botafogo será auxiliar-técnico de Drubscky no América-MG
Felipe Conceição desembarcou em Belo Horizonte nessa segunda-feira e já começou a trabalhar no CT Lanna Drumond
Felipe Conceição desembarcou em Belo Horizonte nessa segunda-feira e já começou a trabalhar no CT Lanna Drumond
Belo Horizonte, MG, 26 (AFI) – Após a saída de Enderson Moreira, a comissão técnica do América-MG está passando por momentos de mudanças para a sequência do Campeonato Brasileiro da Série A. Depois de Ricardo Drubscky – até então exercia a função de diretor de futebol – ser confirmado como novo treinador, o Coelho anunciou a chegada do novo auxiliar técnico. Trata-se de Felipe Conceição, que dirigiu o Botafogo em alguns jogos nesse primeiro semestre.
Em sete jogos no comando da equipe carioca, foram apenas duas vitórias, três empates e duas derrotas. Entre elas, as eliminações para o Flamengo na Taça Guanabara e para o Aparecidense-GO na Copa do Brasil. Depois disso, ele treinou o Macaé na disputa da Série D do Campeonato Brasileiro, sem muito sucesso.
CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA DA APRESENTAÇÃO DO NOVO AUXILIAR:
Parceria e contato com Ricardo Drubscky
“O Ricardo é uma pessoa que se atualiza muito, até por ser professor do curso da CBF. Está sempre trocando ideias e se atualizando, mesmo com esse período fora do campo. Com certeza, não está desatualizado. Trocaremos ideias, vamos construir algo forte e boa juntos. Não me vejo como responsável pela parte técnica e parte tática. Haverá uma troca, o que é natural. Isso gera crescimento das duas partes. O primeiro ponto foi o Ricardo. É uma das referências que tenho, uma pessoa que contribuiu para a transição de atleta para trabalhar na área técnica. Pesou muito por ser o Ricardo. Se fossem outras pessoas ou outros treinadores, talvez não aceitasse neste momento. E o América, que é um Clube de tradição, que gosta de trabalhar com jovens e isso me fascina também, já que venho de um bom trabalho do Botafogo, que renderam bastantes nomes da base. Essas duas coisas me fizeram aceitar.
Já conhecia o Ricardo na época de atleta. Joguei contra, troca informações, conversa, cumprimenta. Quando parei em 2011, passei um momento de reflexão, no que queria fazer, um momento de reflexão. Então, resolvi seguir a carreira de treinador. A partir da decisão, a primeira pessoa que procurei foi o Ricardo. Fui à casa dele, ele me recebeu. Então, a partir daí, criamos uma amizade maior, um laço maior e houve troca, desde então, e, até hoje, existe este laço”.
Referências
“Têm vários. Não poderia citar apenas um profissional. Fico vendo outras equipes, vendo as questões táticas, vendo se tem alguma novidade, estudando e vai percebendo o perfil do treinador, de onde ele trabalha e com ele trabalha. Mas não tenho uma única referência. Mas o Ricardo é uma delas”.
Estilo de trabalho
“O que se assemelha é o fato de já trocarmos muitas ideias sobre o futebol moderno. Um futebol coletivo, forte, intenso. Procura propor o jogo, sempre que possível. Normalmente, existe um adversário que também quer ter o domínio do jogo. Você vai confrontar estas ideias no jogo. Mas é esta questão de modernidade. De treinos modernos, de jogar de maneira coletiva intensa. Isso se assemelha muito com as ideias do Ricardo. Além disso, como auxiliar do Ricardo, defendo as ideias dele, hoje, com unha e carne. Logico que vamos trocar, vou procurar ajudar, mas a palavra final é dele e o apoiarei ao máximo”.
Experiências
“Fui auxiliar permanente do Botafogo durante dois anos. Então, a bagagem, não só como auxiliar, mas como treinador da base, do profissional e como ex-atleta, acho que buscarei, ao máximo, para contribuir com o Ricardo e, principalmente, com o América. Conseguir um resto de Brasileiro forte”.
Plantel
“Um grupo bom, forte e que acreditamos que pode crescer, não só como equipe, mas de resultados também. Estamos muito motivados e cientes de que temos um grupo forte e de crescimento. Nosso objetivo principal, agora, é neste período, tão valioso de preparação, buscar crescer, ser cada vez mais fortes em todos os aspectos do jogo para conseguirmos os resultados que almejamos no campeonato. A princípio será um trabalho geral. Uma coisa ou outra, irei pegar mais, analisar mais. Mas é de uma maneira geral mesmo”.
Nova safra de profissionais
“Não acho que seja um momento dos jovens, mas, sim, uma renovação natural que acontece em qualquer profissão. Temos também experientes que estão no mercado e fazendo um bom trabalho. O Ricardo é um deles, que está no mercado e tem muito conhecimento. Acho que é um processo natural e não vejo assim uma revolução, até porque treinadores estão aí no mercado e fazendo bons trabalhos. Vejo como natural e nada além do normal. O que mais vejo de mudança no futebol brasileiro é que, pós Copa aqui no Brasil, os treinamentos, as táticas modificaram, sim. Acho que estamos neste processo de transformação dura um bom tempo. Tudo no Brasil é muito gradativo e no futebol também. Acho que todo mundo está entendendo mais o jogo, se falando mais sobre táticas. Acho que se pegarmos 2014 para trás e 2014 para frente e compara com pós Copa haverá mudanças nas entrevistas, pós-jogos, antes dos jogos e vimos um maior conhecimento de todos do futebol”.





































































































































