Estou em campo, estou em casa

Campinas, SP, 17 (AFI) – Jogar em casa é sempre vantagem. O time se torna favorito. Se a diferença técnica é muito grande em favor do visitante, o jogo pode ser taxado de complicado. Nos campeonatos das Séries A e B, onde se classificam os quatro primeiros, quem ganha todos os jogos em casa, tem grande chance de obter sucesso. É só adquirir mais alguns pontinhos fora e pronto.

Nessas fases finais das Copas do Brasil e Libertadores, temos exemplos de mata-matas. Pela Copa do Brasil, Corinthians e Internacional fazem duas partidas interessantes. A primeira em São Paulo no Pacaembu e a segunda em Porto Alegre no Beira Rio. De quem é a vantagem? Dá pra arriscar? Ronaldo Fenômeno já declarou que gostaria de jogar a segunda em São Paulo, o que não vai acontecer.

Ele pensa que se assim fosse o Corinthians seria o favorito. Mas o Timão pode ganhar a primeira. Sem D’alessandro, Nilmar e Kléber é o prognóstico mais certo. Como o Inter vai se portar na segunda? Pela Libertadores o São Paulo leva vantagem por jogar em casa ou o Cruzeiro é o favorito por ter ganho a primeira em Belo Horizonte no Mineirão?

O Grêmio de Porto Alegre pega em casa no Olímpico o Caracas da Venezuela, uma grande surpresa, depois do empate no primeiro jogo. O Palmeiras vai até o Uruguai em Montevidéu, jogar contra o Nacional. No primeiro jogo houve empate por um gol em São Paulo no Parque Antártica.

E agora? Quem serão os vencedores? É… agora é esperar todos os jogos para ver se o fator campo será decisivo. Mas onde é a casa do atleta? Não é o campo, dentro das quatro linhas? Não é lá que ele gosta de estar? Então, se ele está em campo, seja aonde for, ele está em casa. Que se dane o favoritismo.