Estilo dos argentinos deveria ser incorporado pelos brasileiros
Estilo dos argentinos deveria ser incorporado pelos brasileiros
Estilo dos argentinos deveria ser incorporado pelos brasileiros

Treinadores Renato Gaúcho e Jorge Jesus, de Grêmio e Flamengo, estudaram detalhadamente aquilo que esperam do River Plate, primeiro finalista da Libertadores, na hipótese de um deles ser o adversário da grande final.
Na derrota do River para o Boca Junior por 1 a 0 ficou claro a deficiência no jogo aéreo defensivo do finalista argentino, mas tanto Grêmio como Flamengo não têm na bola aérea ofensiva um trunfo considerável para uma vitória na final.
A escola futebolística argentina, quer com River, quer com Boca, têm diferenças consideráveis da brasileira.
ESTILO VERTICAL
Ambos fazem opção pelo estilo essencialmente vertical, de busca incessante e rápida às imediações da área adversária, contrastando com o brasileiro que, fundamentado na valorização de posse de bola, às vezes exagera na lentidão, exceto o Flamengo.
Entre os argentinos, quantas vezes você observou zagueiro central tocando a bola lentamente ao quarto-zagueiro, e com a mesma lentidão receber a devolução? Nenhuma.
Esse odioso vício permite recomposição do time adversário, e implica em mais dificuldade para se encontrar espaços quando se ataca.
Quantas bolas foram recuadas desnecessariamente, que quebram o fluxo natural da verticalidade do jogo? Nenhuma,
Quantas vezes laterais de River e Boca receberam a bola livre de marcação em seu campo defensivo e avançaram? Quase todas.
ATACANTES: PIVÔ
Se basicamente o atacante brasileiro se esconde atrás do zagueiro a espera da falha para completar jogadas, parece que os argentinos importaram de ex-atacantes brasileiros – como Serginho Chulapa – como se protege a bola mesmo marcados, pra fazerem o pivô, ou parede como queiram.
Enquanto por aqui roda-se a bola de lado a lado do campo com lentidão, os gringos a tocam com rapidez mesmo para companheiros marcados, apesar de que na maioria das vezes a boleirada se desloca para ocupar espaço vazio e se livrar do marcador.
Aí você há de indagar: se os argentinos são tudo isso, de certo vão levantar o caneco da Libertadores?
BRASILEIRO É MELHOR
Não. Credita-se elogios à filosofia de jogo dos argentinos. No geral, tecnicamente os brasileiros são melhores. Têm mais criatividade e lúcidez para improvisação de jogadas, além de pés mais calibrados nas finalizações.
Ora, é lógico que o brasileiro pode perfeitamente incorporar os quesitos colocados sobre os argentinos. Basta que os treinadores se conscientizem disso.





































































































































