Estaduais também servem para demitir treinadores. Sobram exemplos recentes.

Deivid caiu no Cruzeiro, Falcão no Sport; Gilmar Dal Pozzo no Náutico e renomados ficam pressionados como Levir e Muricy

Para que servem? De laboratórios para quem vai disputar uma das 4 divisões do Brasileiro

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Há alguns anos está em discussão a validade dos campeonatos estaduais. Para que servem? De laboratórios para quem vai disputar uma das 4 divisões do Brasileiro, observatório de jogadores para serem contratados, projetar treinadores ou tantas outras serventias dessas competições mais tradicionais do futebol brasileiro.

Em 2016 vários treinadores de times considerados grandes em seus estados perderam o emprego. Foram os casos de Pernambuco, com Paulo Roberto Falcão no Sport e Gilmar Dal Pozzo no Náutico. Em Minas Gerais, Deivid perdeu o emprego no Cruzeiro.

Um jovem técnico que não ficou impune à perda de vaga na final do Mineiro

Um jovem técnico que não ficou impune à perda de vaga na final do Mineiro

Outros treinadores estão sendo questionados depois de suas desclassificações nos Estaduais. No Rio de Janeiro, Levir Culpi no Fluminense e Muricy Ramalho no Flamengo são alvos de críticas, tanto das imprensas como das torcidas.

No Rio Grande do Sul, Roger Machado só não saiu do Grêmio, porque ainda tem uma chance de se classificar na Libertadores.

No Paulistão, dos 16 times considerados pequenos, apenas Audax, Red Bulls, São Bento, Novo Horizontino, Linense e Ituano mantiveram os seus treinadores durante toda a competição. Foram 10 times trocando os seus treinadores e em alguns deles a troca foi por mais de uma vez.

A leitura que eu faço desses fatos é que os estaduais também servem de laboratórios para ver se os treinadores vão seguir adiante em seus times, para disputa de novas competições. É o jeito dos cartolas dirigirem o nosso futebol.

Nos 3 meses, com uma média nacional de 12 jogos para cada time, é um tempo muito curto para que os treinadores mostrem as suas qualidades. Fazer o quê?