Espetáculo do Individualismo

Depois da demissão de Luis Felipe Scolari no Chelsea, às vésperas do jogo Brasil e Itália, a espectativa pelo resultado aumentou. Se a Seleção Brasileira perdesse, a pressão para a mudança do técnico seria grande e Felipão, o primeiro nome. Mas a vitória veio no estilo que diferencia a Seleção Pentacampeã, das Européias.

A criatividade, o drible, o malabarismo, o arremate, enfim o individualismo foi quem venceu o jogo. A vontade dos atletas também contribuiu para o sucesso.

Como um técnico pode mandar Elano atrasar a bola para Robinho e recebê-la na frente para fazer o gol?

Ou pedir para Robinho roubar a bola do adversário na entrada da grande área, pedalar, driblar e arrematar em diagonal para a rede do goleiro Buffon?

São jogadas sequênciais que só a criatividade aliada a habilidade pode proporcionar. A Seleção foi bem em todos os setores. Lógico que a postura da Itália ajudou. Lenta e com pouca marcação, não foi a ‘Azurra’ que estamos acostumados a ver jogar.

Felipe Melo mostrou personalidade no modo de atuar e elegância nos passes. Foi uma excelente estréia. É um sério candidato para a vaga de titular na Copa de 2010, na África do Sul. Adriano, apesar de pouco acionado, se posicionou bem, fazendo o pivô muitas vezes na intermediária italiana.

Escrevi esses dois exemplos só para citar dois atletas que não eram titulares. Essa vitória não teve Kaká, considerado insubstituível. Até o site italiano Gazzeta dello Sport se rendeu à Seleção Brasileira. Assim que terminou a partida, na sua capa em destaque estampou:

’BRASILE, UNO SPETTACOLO’.

Espero que o Brasil continue assim, para alegria do futebol mundial