Especialista aponta que SAF pode ser solução também para clubes de médio e pequeno portes

A transição tem sido enxergada com bons olhos por diversos clubes que adotaram a modalidade de administração através de empresas

O Linense disputará o Campeonato Paulista Série A2 em 2025, e agora chega como o mais novo clube-empresa

Linense
Gilbertão, estádio do Linense, que ser tornará SAF

Lins, SP, 14 (AFI) – Embora a transição dos clubes para Sociedade Anônima do Futebol (SAF) venha ganhando popularidade entre as equipes de grande porte do cenário nacional, outros clubes brasileiros de menor expressão tem estudado a possibilidade.

O Clube Atlético Linense, da cidade de Lins, interior de São Paulo, enxerga a mudança de administração com bons olhos, e irá instaurar uma SAF como modelo já para a temporada de 2025.

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Linense
Advogado Cláudio Rodrigues

De acordo com informações apresentadas pela atual gestão, que não divulgou qual empresa irá se associar com o clube, será investido o valor de R$ 27 milhões no decorrer de seis temporadas, tempo visto como o necessário para que os objetivos sejam alcançados dentro e fora de campo.

Segundo Cláudio Klement Rodrigues, advogado especialista em direito desportivo, a fusão se tornou uma tendência devido aos problemas financeiros. “No início do século XXI, o futebol brasileiro passava por uma crise financeira, com clubes acumulando dívidas e enfrentando dificuldades para se manterem competitivos. Diante desse cenário a SAF emergiu como uma alternativa, trazendo consigo a possibilidade de atrair investimentos privados para os respectivos clubes”.

LINENSE SAF

“Essa mudança trouxe novas perspectivas de profissionalização da gestão e geração de receitas, através da venda dos direitos de transmissão, patrocínio e outras fontes de renda”, concluiu Cláudio.

As SAFs também são vistas em clubes de menor expressão, como Ferroviária e São José, clubes do interior paulista que disputam a mesma divisão que o Linense, o Paulista Série A2, e que são geridos através do modelo clube-empresa.