ESPECIAL: Série B ficou pequena para a avalanche corintiana
Campinas, SP, 25 (AFI) – O Campeonato Brasileiro da Série B foi varrido por uma força maior na temporada 2008. Sem pedir licença, o furacão Corinthians invadiu a competição, não deu chance para os rivais e saiu sem dizer um ‘até logo’.
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A festa do título veio em Criciúma!
O acesso foi como bater em Vovô!
Tetracampeão Brasileiro (1990, 1998, 1999 e 2005), campeão Mundial (2000), Bicampeão da Copa do Brasil (1995 e 2002) e 25 vezes campeão Paulista, o Timão contou com a força de uma ‘bando de loucos’, que não abandonou o clube para conquistar o acesso com seis rodadas de antecedência e quatro para o título.
Nunca um time venceu tanto na Série B. O alvinegro de Parque São Jorge passou fácil por seus oponentes e conquistou 25 vitórias, dez empates e apenas três derrotas, um aproveitamento recorde de 74,6%. Sem falar que foram 79 gols marcados e apenas 29 tomados.
A campanha começou com uma vitória suada e com certa desconfiança por 3 a 2, sobre o CRB, que seria rebaixado. Mesmo assim o Pacaembu estava lotado. Depois vieram mais cinco vitórias consecutivas. A seqüência acabou com o empate, por 1 a 1, com a Ponte Preta.
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Começou com desconfiança e susto!
A primeira derrota demorou a chegar, mas a Fiel não gostou. Na 12ª rodada, em casa, no jogo do povão, o Timão perdeu para o Bahia, por 1 a 0, com uma falha do goleiro Felipe. Durante o campeonato, o clube teve apenas outros dois algozes: Vila Nova, em Goiânia, e América-RN, fora de casa, na última rodada e contra um time de reservas.
O técnico Mano Menezes contou com jogadores bons e que corresponderam a seus pedidos. O time formou com: Felipe; Alessandro (Carlos Alberto), Chicão, William e André Santos; Cristian (Fabinho), Elias, Douglas e Morais; Dentinho e Herrera.
Tempestade paulista!
Nos outros três acessos, dois foram do Estado de São Paulo. O Santo André, vice-campeão da Série B, voltou a elite após 24 anos. O Ramalhão contou com os passes precisos de Marcelinho Carioca, com a habilidade de Jeferson e com os gols de Márcio Mixirica, além dos botes de Fernandão, aquele mesmo, para somar 68 pontos.
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Além do acesso, o vice também chegou!
Mas o acesso não foi tão fácil, assim como o vice. O time do ABC chegou a trocar de treinador no meio do campeonato. Fahel Júnior não resistiu aos primeiros resultados e deu lugar ao velho conhecido Sérgio Soares.
O treinador soube unir o grupo e desbancar Ponte Preta, Bragantino, Vila Nova, Barueri e Avaí. Mas o vice veio apenas na última rodada. O Ramalhão venceu o Paraná, por 3 a 1, e com a derrota do Avaí, comemorou o segundo lugar.
Intruso, no bom sentindo!
Para quebrar a supremacia paulista, o Avaí garantiu seu lugar na elite, após 29 anos. Com um técnico da nova geração, Paulo Silas, o Leão catarinense fez o dever de casa, foi o único clube a não perder frente a sua torcida, e cavou seu acesso, com 67 pontos.
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O acesso tem gosto de champagne na Ressacada!
A festa na Ressacada veio na vitória, por 1 a 0, sobre o Brasiliense. O ídolo Marquinhos não jogou, mas fez festa e como. O camisa 10 estourou champagne no gramado e puxou as comemorações, para delírio da fanática torcida azul.
Outro jogo que marcou o acesso do Avaí foi contra o Corinthians no segundo turno. Mas assim como o time paulista, a marca foi negativa. Os dois times travaram uma batalha em campo. O jogo foi emocionante e com cinco gols – 3 a 2 para o Timão.
Mas o que ficou marcado foi pela guerra campal. Morais e Marquinhos trocaram socos no gramado. Outros jogadores também se envolveram e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pegou pesado com os brigões. O jogo acabou sob os gritos da Fiel: ‘Ô, a violência voltou’.
Novato na elite!
O último acesso foi uma surpresa e conquistada apenas na 38ª rodada. O Barueri, com apenas sete anos de futebol profissional, se mostrou organizado fora e dentro do gramado, para chegar em quarto lugar, com 63 pontos.
Mas para festejar, a Abelha precisou picar alguns concorrentes como Ponte Preta, Bragantino e Vila Nova. O time goiano, por sua vez, tinha o acesso em suas mãos, mas na 35ª rodada perdeu para o próprio Barueri, em casa, por 3 a 2, e cavou sua sepultura. (Leia mais…)
Por outro lado, este foi o jogo decisivo para o acesso paulista. Nos últimos três jogos, o Barueri venceu duas e perdeu uma, quando não valia mais nada. No comando técnico esteve Márcio Araújo, que substituiu Emerson Ávila e Heriberto da Cunha.
O fogo do inferno!
A disputa contra o rebaixamento também teve um clube que disparou para a queda e outros três que travaram batalhas contra outros concorrentes. O CRB, desde o início, deu mostras que seria degolado.
O clube regatiano contratou quase 100 jogadores, atrasou salários e trocou de técnicos em várias oportunidades. Em campo não ganhou e amargou a degola, com apenas 24 pontos. O rebaixamento veio na 33ª rodada, depois de um empate melancólico e sem gols contra o América-RN. (Leia mais…)
O Gama chegou a rir do Brasiliense, mas no final viu o rival escapar e restou chorar a queda própria. Com apenas 35 pontos, na penúltima colocação, o alviverde trocou um bocado de técnico e voltou a Série C.
As últimas duas quedas foram definidas na última rodada. Criciúma e Marília deixaram a desejar e rodaram. O Tigre catarinense perdeu para a Ponte Preta, por 3 a 1, na última rodada, e deu mais uma alegria ao rival Avaí.
Já o Marília venceu o Ceará, por 2 a 1, e só foi rebaixado porque o América-RN venceu o líder Corinthians na última rodada. O MAC somou 45 pontos, quatro a mais que o 18º colocado Criciúma.
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Os jogos que decidiram o rebaixamento na Série B!
Atacante da alegria!
Com 24 gols, declarações polêmicas e inusitadas, comemorações extravagantes, o experiente atacante Túlio Maravilha, que defendeu o Vila Nova, foi o artilheiro da Série B. Mas ele não bateu o recorde de gols, que pertence a Alessandro do Ipatinga, em 2007, e Uéslei, do Bahia, em 1999. Os dois anotaram 25 gols.
Este ano, Túlio foi acompanhado por Nunes, do Bragantino, e os corintianos Dentinho e Herrera. O trio deixou 15 gols anotados.
Veja a lista completa dos matadores da Série B!
Troca-troca!
A Série B também foi marcada pelo constante troca-troca entre os técnicos. Sem planejamento, os clubes acharam melhor trocar o comando do que esperar por resultados positivos. Em 38 rodadas, a competição teve 36 trocas de técnicos.
Apenas Avaí, Bragantino, Ceará, Corinthians e Vila Nova não mudaram seus treinadores. Os campeões de troca-troca foram CRB, Criciúma e Gama, que mudaram quatro vezes. Talvez, por isso, os três tenham caído.
Fatos inusitados!
A Série B 2008 também ficou marcada por fatos inusitados. Na partida entre Santo André e Fortaleza no Estádio Bruno José Daniel pela 34ª rodada, um cachorro invadiu o gramado. Com o pelo todo sujo, o cachorrinho, de língua de fora, atravessou todo o gramado. (Leia mais…)
No duelo entre Gama e Paraná, as fortes chuvas que caíram na capital do país apagaram parte das marcações do gramado. Antes e no intervalo do jogo, os homens da administração do estádio tentaram reforçar as marcações. Mas o que as linhas ficaram tortas. (Leia mais…)
E os pastos continuaram. No Castelão, em Fortaleza, o time da casa goleou o Paraná, por 4 a 1, mas o gramado…Bem, parecia mais um pasto. Grama era algo raro. Barro e areia predominavam dentro das quatro linhas.
Em Natal, no Estádio Machadão, a situação também era complicada. Grama tem, mas também há buracos. Em uma parte do gramado há um enorme buraco, que poderia facilmente quebrar a perna de um jogador.
Por fim, por causa das fortes chuvas em Santa Catarina, o gramado do Estádio Heriberto Hulse, em Criciúma, ficou pior que um pasto, além de apresentar buracos. (Leia mais…)





































































































































