ESPECIAL SÉRIE A3: Emoção e virada história na campanha do Burrão

O Taubaté conquistou seu segundo título da competição e garantiu acesso ao lado de Votuporanguense, Juventus e Barretos

O Taubaté conquistou seu segundo título da competição e garantiu acesso ao lado de Votuporanguense, Juventus e Barretos

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Campinas, SP, 25 (AFI) – Com diversos times tradicionais, a Série A3 do Campeonato Paulista de 2015 movimentou o interior de São Paulo com grandes jogos e, mais uma vez, o equilíbrio foi a marca registrada do torneio que terminou com a coroação do campeão Taubaté, além de Votuporanguense, Juventus e Barretos que também chegaram às semifinais e garantiram acesso para a Série A2 de 2016.

Com 19 rodadas de turno único em pontos corridos na primeira fase, os oito melhores classificados entre os 20 clubes que disputaram a divisão avançaram para os quadrangulares da segunda fase, enquanto os quatro últimos sentiram o gosto amargo do rebaixamento para a Segundona, quarta divisão do futebol paulista.

EQUILÍBRIO ATÉ O FINAL
A última rodada da primeira fase mostrou como a Série A3 é equilibrada. Prova disso é o Grêmio Osasco, classificado na oitava colocação com 29 pontos. Outros três times, com a mesma pontuação, ficaram de fora da fase seguinte devido ao número de vitórias: 8 do time de Osasco contra 7 de Nacional, São José e São José dos Campos. A competição foi tão equilibrada que o Cotia, rebaixado com 21 pontos, ficou apenas oito pontos abaixo do oitavo colocado.

Taubaté é campeão da Série A3 - Moacir dos Santos

Taubaté é campeão da Série A3

O grande destaque da primeira fase foi o tradicional Juventus. Classificado na liderança da competição com 39 pontos, o time paulistano teve uma campanha de 12 vitórias, três empates e apenas quatro derrotas, com uma vantagem de sete pontos em relação ao segundo colocado Atibaia.

TRISTEZA DO REBAIXAMENTO
Depois da primeira fase, a competição acabou para 12 dos 20 times, mas quatro deles se complicaram ainda mais e terminaram rebaixados. A tradicional Francana foi a lanterna da competição com apenas seis pontos conquistados em 19 rodadas, com uma única vitória e saldo negativo de 34 gols.

Além da Veterana, Santacruzense, Tupã e Rio Preto completaram o Z4. No entanto, o time de São José do Rio Preto escapou. Com 20 pontos, ficou em 17º, mas o rebaixado foi o Cotia, 16º com um ponto a mais. Isso porque o Cotia foi excluído da competição pelo STJD por ter perdido duas partidas por W.O. O time da Grande São Paulo teve problemas com seu estádio e se ausentou da competição em três rodadas, o que culminou em sua exclusão do campeonato e, consequentemente, o rebaixamento.

A HORA DA VERDADE
Com apenas as oito melhores equipes restando na competição, formaram-se dois quadrangulares. O Grupo A com Votuporanguense, Juventus, Inter de Limeira e Grêmio Osasco e o Grupo B com Taubaté, Atibia, Barretos e Primavera. Cada time disputou turno e returno contra os adversários de seu próprio grupo e os dois líderes se classificaram para a final. Além deles, os segundos colocados dentro de cada grupo também garantiram o acesso à Série A2.

No Grupo A, Votuporanguense e Juventus se destacaram e abriram distancia de Inter de Limeira e Grêmio Osasco. O CAV fechou o quadrangular como líder com 13 pontos enquanto o Moleque Travesso não repetiu a hegemonia da primeira fase, mas confirmou o favoritismo, ficando em segundo com 11 pontos e comemorando o acesso. Inter, com seis pontos, e Osasco, com dois, ficaram no quase.

O Moleque Travesso está de volta à Série A2 - Ale Vianna/ Divulgação C.A. Juventus

O Moleque Travesso está de volta à Série A2

Na outra chave, o Taubaté começou a dar mostras ainda maiores de sua força. Depois de se classificar como terceiro colocado na primeira fase, o Burro da Central passou o quadrangular invicto, garantindo vaga na final com quatro vitórias e duas derrotas, num total de 14 pontos dos 18 possíveis.

O segundo colocado dessa chave foi o Atibaia, com nove pontos, seguido pelo Barretos, com sete, e o Primavera de Indaiatuba, com dois. No entanto, o Falcão Atibaiano acabou por perder sua vaga após o término da competição. Por não apresentar um estádio que atendesse as exigências da Federação Paulista de Futebol, o time teve sua promoção impedida e a vaga foi herdade pelo Barretos, terceiro colocado do grupo.

FINAL EMOCIONANTE
Não faltou emoção na grande final da Série A3 e o fator casa se mostrou, mais uma vez, a grande força das equipes do interior. Taubaté e Votuporanguense mereceram chegar até a grande decisão e fizeram bonito nas duas partidas que decidiram o título.

Votuporanguense e Taubaté fizeram a decisão da Série A3 - Rodrigo Corsi/FPF

Votuporanguense e Taubaté fizeram a decisão da Série A3

Como tiveram melhor campanha, os taubateanos tinham a vantagem de decidir em casa e passaram aperto no jogo de ida. Jogando no Plínio Marin, em Votuporanga, para um público de mais de 6.500 pessoas, o time da casa abriu larga vantagem de 3 a 0 com gols de Anderson Cavalo, Romarinho e Paulinho.

A partida de volta, no Estádio Joaquinzão, em Taubaté, também teve as arquibancadas lotadas e mais de 5.700 torcedores empurrando o Burro em busca de uma improvável virada. E o que parecia impossível realmente aconteceu. Com um gol de Lelo, dois de Fadinho e um de Elton Morelato, o Taubaté venceu a partida de volta por 4 a 0, revertendo a larga vantagem do jogo de ida e comemorou o título da Série A3 pela segunda vez em sua história. O outro foi em 2003. O tradicional clube do Vale do Paraíba também já venceu duas vezes a Série A2, em 1954 e 1979.