ESPECIAL SELEÇÃO BRASILEIRA: Copa pífia, Tite contestado e novo ciclo começa...
A equipe canarinho teve um 2018 de altos e baixos, marcado pela queda nas quartas de final do Mundial
A equipe canarinho teve um 2018 de altos e baixos, marcado pela queda nas quartas de final do Mundial
Campinas, SP, 31 (AFI) – A esperança estava de volta nos corações de milhares de brasileiros. A Seleção Brasileira voltava a jogar um futebol convincente nas mãos de Tite. A euforia pelo hexacampeonato acabou indo por terra e o técnico Tite contestado pela primeira vez desde que assumiu o desafio.
Os desempenhos nos amistosos levaram o time de Tite ser ovacionado pela crítica, que não o perdoou totalmente desde a eliminação para a Bélgica na Copa do Mundo da Rússia. O treinador, no entanto, ganhou uma nova chance, mas as poucas alterações nos últimos jogos fizeram com que fosse criticado.
Tite sempre foi um treinador de uma ideia, se agarra nela e a leva até o final. Deu certo nas conquistas com o Corinthians, mas não tem tido muito sucesso com o Brasil. Por falta de opção, talvez, segue intacto no comando, já que Felipão, campeão brasileiro com o Palmeiras, está manchado com o 7 a 1, enquanto Mano Menezes, vencedor da Copa do Brasil com o Cruzeiro, foi ‘chutado’ pela CBF, em sua última passagem, e até hoje guarda certa mágoa.
O nome que poderia pressionar Tite seria de Renato Gaúcho. O treinador, no entanto, fracassou com o Grêmio na última temporada e teve o sonho de comandar a seleção brasileira adiado.
ANTES DA COPA
A primeira colocação nas Eliminatórias foi suficiente para colocar o Brasil entre os favoritos na Copa do Mundo. Os jogadores a abraçaram e levaram consigo durante os amistosos de preparação. A seleção bateu a anfitriã Rússia com facilidade e se ‘vingou’ da Alemanha com um simples triunfo por 1 a 0.
Em um jogo difícil contra a Croácia venceu por 2 a 0, mas já se elevou no patamar rapidamente com o triunfo por 3 a 0 para cima da Áustria. O Brasil estava preparado para o Mundial, ao menos era o que todos acreditavam
COPA DO MUNDO
Tite sofreu para montar a equipe na Copa do Mundo. Neymar, recém recuperado de uma fratura no pé, não estava 100%, assim como Renato Gaúcho, braço direito do treinador desde os tempos de Corinthians. Foi aí que o Brasil sentiu. Willian não conseguiu exercer a mesma função, e a seleção fez um campeonato bem apático.
Em um jogo polêmico, o Brasil iniciou a caminhada empatando por 1 a 1 com a Suíça. Na segunda rodada, sofreu para vencer a Costa Rica por 2 a 0, com dois gols marcados nos acréscimos.A facilidade veio diante da Sérvia com a vitória por 2 a 0 e a classificação assegurada.
Nas oitavas, o Brasil enfrentou o ‘terrível’ México, que eliminou a poderosa Alemanha, venceu por 2 a 0 e encontrou com a Bélgica. Aí veio o desespero. O time belga dominou o primeiro tempo e saiu com dois gols de vantagem – Fernandinho, contra, e De Bruyne -, Renato Augusto acabou descontando no fim, mas já era tarde. A eliminação acabou vinco precocemente.
A partir daí foram apontados os culpados. Fernandinho, também muito criticado quatro anos antes, na goleada frente à Alemanha, foi o principal alvo. Gabriel Jesus, que não marcou na Copa, também não escapou, assim como Neymar. O principal astro brasileiro virou piada no mundo inteiro pelo famoso cai-cai.
Com ou sem culpados, a seleção não conseguiu encantar em mais uma Copa, Tite não conseguiu fazer alternâncias de peças como gostaria, deixando nomes como Arthur e Luan, principal atleta na conquista olímpica, de fora, sem contar Dudu, que ‘comeu’ a bola pelo Palmeiras, e ficou evidente a falta de concentração, já que muitos jogadores, em véspera da estreia, se preocuparam mais em cortar o cabelo do que realmente se preparar, tendo como parâmetro nosso camisa 10.
NOVO CICLO
O novo ciclo já começou. Tite renovou e a seleção pouco mudou. As principais novidades nas últimas convocações são: Arthur, ex-Grêmio e hoje no Barcelona, e Richarlison, ex-Fluminense e atualmente no Everton, da Inglaterra.
Desde então foram quatro amistosos: 2 a 0 nos Estados Unidos, 5 a 0 no El Salvado, 1 a 0 no Uruguai e 1 a 0 no Camarões. Resultados importantes, mas que ainda não agradaram. A seleção ainda precisa de muito: peças mais decisivas, um treinador mais maleável à mudanças e mais seriedade por parte dos jogadores, algo que já não é visto há muito tempo.





































































































































