ESPECIAL: Rebaixados no Paulistão mostram falha no planejamento do interior
Todos sofreram principalmente com a troca ‘imatura’ de treinadores na competição
Assim como já era esperado desde o início da competição, seis clubes terminaram a primeira fase do Paulistão no último domingo, 10, rebaixados à Série A2 de 2017
Campinas, SP, 11 (AF) – Assim como já era esperado desde o início da competição, seis clubes terminaram a primeira fase do Paulistão no último domingo, 10, rebaixados à Série A2 de 2017. Rio Claro, Mogi Mirim, Capivariano e XV de Piracicaba terão mais uma intensa batalha para retornar a elite, enquanto Oeste e Água Santa fizeram apenas o tradicional “bate e volta”. Todos sofreram principalmente com a troca ‘imatura’ de treinadores.
A ideia da Federação Paulista de Futebol (FPF) ao aumentar o número de descensos no Paulista é manter apenas 16 times na elite. Mas, para convencer os clubes a assinar o regulamento, a entidade prometeu R$ 2 milhões a mais na cota dos rebaixados entre 15º e 16º, que em anos anteriores se manteriam na Série A1, mesmo disputando a Série A2.
Isso ‘suavizou’ a queda do representante de Mogi Mirim na 16ª colocação. Desde 2009 na primeira divisão do futebol paulista, o time enfrenta seu segundo rebaixamento consecutivo – caiu na Série B em 2015 – e agora terá que trabalhar para se reconstruir, já que sofreu com a administração do ex-meia Rivaldo, que abandonou o clube no meio da competição.
Com uma campanha irregular, os números mostram um mau desempenho dentro do estádio Vail Chaves, onde venceu apenas uma vez – 3 a 1 em cima do Linense na 7ª rodada – empatou duas e perdeu outras quatro. Além disso, sofreu com a troca de Toninho Cecílio por Flávio Araújo no meio do campeonato, na 10ª rodada, após uma derrota por 2 a 0 para o Botafogo fora de casa.

Situação parecida foi vivida pelo XV de Piracicaba. Isso porque o presidente Rodrigo Boaventura já aceitou o rebaixamento faltando duas rodadas para o término da primeira fase, o que irritou boa parte da torcida e até mesmo membros da diretoria. Há cinco anos na Série A1 – desde 2011 –, o clube terá uma cota reduzida em 2017, já que acabou a competição na 17ª posição.
Em campo, o elenco entrou na zona de rebaixamento na 10ª rodada e a partir daí não conseguiu mais deixar o descenso – ao total foram dez jogos em situação incomoda no campeonato. Como já é de costume na tradição do futebol brasileiro, a diretoria também investiu na troca da Comissão Técnica, e chegou a trabalhar com Claudinho Batista, Narciso e mais recentemente Luis Carlos Ferreira em um campeonato de apenas 15 jogos.
ASSIM FICA DIFÍCIL…
Há três anos distante da segunda divisão, já que subiu em 2013, o Rio Claro também apostou na troca de treinador no meio do campeonato. O time começou com Luis dos Reis e acabou com Sérgio Guedes, que até tentou dar um padrão tático para o time, mas sofreu com a falta de tempo para trabalhar. Desde a sétima rodada na zona de rebaixamento, o clube terminou lanterna da competição, com apenas nove pontos ganhos em 45 disputados.
Outro que viveu aos trancos e barrancos na primeira divisão do Campeonato Paulista foi o Capivariano, campeão da Série A2 em 2014. O clube já acabou ameaçado pelo descenso na última temporada e este ano não conseguiu fugir da zona de rebaixamento. Com nove derrotas em 15 jogos, o time termina na vice-lanterna, com 10 pontos.

Em 2015, o presidente Jorge Luis Pagotto afirmou que não participaria da Copa Paulista de Futebol para arrendar fundos e entrar com força no estadual. Ainda assim, o clube apostou em Evaristo Piza, que estava no Mirassol. Logo os resultados se viraram contra o treinador, que mais tarde deu lugar a Roberto Fernandes.
BATE E VOLTA!
Por fim, Oeste e Água Santa eram os ‘caçulas’ da elite estadual, já subiram em 2015 ao lado de Ferroviária e Novorizontino. Ainda assim, como foi recorrente entre rebaixados, os dois apostaram nas trocas de treinadores e não obtiveram êxito. O clube do ABC Paulista começou com Márcio Ribeiro, mas resolveu apostar em Márcio Bittencourt restando apenas quatro rodadas para o término da primeira fase.
Do outro lado, o Oeste entrou em campo apostando principalmente em Renan Freitas, sua prata da casa. Ele assumiu o clube na Série B do Campeonato Brasileiro de 2015 e conseguiu salvar o time na briga contra rebaixamento. Ainda assim, no estadual, o treinador também sofreu para achar um padrão tático e perdeu espaço para Serjão, seu auxiliar, na partida que decretou o rebaixamento – na derrota por 1 a 0 para o São Paulo no Morumbi.





































































































































