ESPECIAL! Paysandu e Mazola: superação pelo retorno à Série B
O retorno à Série B – foi rebaixado no ano passado – veio com uma vitória heroica no último sábado, sobre o Tupi
O retorno à Série B – foi rebaixado no ano passado – veio com uma vitória heroica no último sábado, sobre o Tupi
Belém, PA, 27 (AFI) – O ‘casamento’ entre Paysandu e Mazola Júnior (foto abaixo) merecia um final feliz. Juntos, o time paraense foi duas vezes vice-campeão no primeiro semestre e no último final de semana conquistou o acesso no Campeonato Brasileiro da Série C. Uma história que chegou a ser encerrada, mas que foi reescrita e ficou marcada pela superação para tal feito neste segundo semestre.
O retorno à Série B – foi rebaixado no ano passado – veio com uma vitória heroica no último sábado, sobre o Tupi, por 1 a 0, em Juiz de Fora (MG). O Paysandu jogava por um simples empate, já que havia ganhado o jogo de ida por 2 a 1, em Belém. Consciente, se defendeu como pôde e no final da partida ‘matou a pau’: Ruan fez um lindo gol de cobertura e cravou a classificação do Papão.

O choro de Ruan e a comemoração do elenco dentro das quatro linhas traduzia o sentimento do torcedor bicolor, ainda magoado com os dois vice-campeonatos no início do ano. E o que dizer de Mazola? O treinador sempre jogou junto da torcida e não pensou duas vezes em subir no alambrado para extravasar. Naquele momento ele mostrava que seu projeto teve um desfecho positivo.
Mazola assumiu o clube, pela primeira vez, no final de dezembro de 2013. Levou o clube à briga pelo título no Estadual e chegou à decisão da Copa Verde diante do Brasília. Foi demitido depois do Estadual, mas no returno da Série C retornou à Curuzu para reconduzir o clube ao acesso.
TRAJETÓRIA SOFRIDA
A caminhada do Paysandu até o acesso na Série C não foi fácil. O time começou muito mal o campeonato e chegou a ser o penúltimo colocado durante a primeira fase – na nona rodada estava a um ponto do primeiro clube na zona de rebaixamento. O futebol já não era mais o mesmo. Os destaques do time não renderam em campo depois da Copa Verde. Principalmente Yago Pikachu e o atacante Lima, este último que depois seria dispensado pelo presidente Vandick.
A diretoria optou pela troca de treinador: saiu Vica e entrou Mazola. A missão, naquele momento, era livrar o time de um vexame histórico em pleno ano do centenário. A classificação à próxima fase da Série C seria apenas um lucro, diante do futebol e os resultados que vinham sendo apresentados em campo. Mas o treinador queria mais. “Vamos buscar esta vaga. Não está nada perdido”, disse ele em sua primeira coletiva após o retorno.
Mazola reestreou pelo Paysandu na 11.ª rodada, na goleada sobre o CRB, por 3 a 0, em Castanhal, interior do Estado. Até o final da primeira fase foram sete vitórias, um empate e duas derrotas. Retrospecto que traduz a ascensão no campeonato, e principalmente o trabalho de diretoria e comissão técnica pela busca do sonho de figurar novamente na Segunda Divisão Nacional. Ficaram para trás adversários tradicionais, como ASA de Arapiraca e Botafogo, da Paraíba.

DESTAQUES DA CAMPANHA
O Paysandu montou um elenco mesclado de jovens e jogadores experientes no futebol brasileiro. Iniciou a Série C com Héverton (ex-Corinthians e Ponte Preta) e Augusto Recife como os mais importantes pra a condução do time à Série B. Porém, quem chamou a responsabilidade e aparece como ‘o cara’ do time é Yago Pikachu. Jovem, ele já foi cotado em diversos times de ponta do país, caso de Goiás, Ponte Preta e Palmeiras.
Sem tirar o mérito dos atacantes Bruno Veiga e Ruan, cada um com quatro gols no campeonato. Bruno é revelado pela categoria de base do Fluminense e nos últimos anos disputou a Terceira Divisão com o modesto Duque de Caxias. Já Ruan, de apenas 21 anos, foi formado no Sport de Recife e trabalhou com Mazola no Sport, em 2011. Acabou sendo o heroi no acesso deste ano.
CAMPANHA ‘VOLTA MAZOLA’
A diretoria do Paysandu precipitou-se em demitir Mazola Júnior no início da Série C. Muito por conta das críticas que vieram da imprensa local. Porém, quando Vica deixou o clube o primeiro nome lembrado foi o do treinador. Ele encabeçou a lista dos treinadores preferidos da torcida. Foi neste momento que o presidente Vandick teve a chance de se redimir fora dos gramados.
O resultado dentro e fora de campo foi alcançado. Uma enquete nas redes sociais pede que o torcedor do Papão vote no principal responsável pelo acesso. E o treineiro lidera a pesquisa com 42%.
“Tivemos nos últimos anos muitos técnicos n Papão, mas estrategista só o grande Mazola Jr. Obrigado Mazola por ter voltado no momento em que o Papão precisou de você”, diz um torcedor na página oficial do Paysandu no Facebook. “Fica Mazola. A nação bicolor te quer aqui”, diz outro na fanpage do time paraense.

PREMIÇÃO E TÍTULO
Pelo acesso na Série C, o Paysandu dará à jogadores, comissão técnica e funcionários um valor de R$ 250 mil. Outros R$ 50 mil estão previstos em caso de título. Para isso o time terá que passar pelo Mogi Mirim, na semifinal, e depois esperar o duelo entre CRB e Macaé para ver quem enfrentará na decisão.





































































































































