Especial Paulistão: Ponte e Portuguesa vivem situação paradoxal

Os dois clubes entram na competição sem saberem pelo o que vão brigar

Ainda sonhando em permanecerem na elite do futebol brasileiro, Ponte Preta e Portuguesa entram no Campeonato Paulista com uma situação bastante paradoxal. Os dois clubes foram obrigados a se desfazerem de boa parte do elenco.

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Campinas, SP, 17 (AFI) – Ainda sonhando em permanecerem na elite do futebol brasileiro, Ponte Preta e Portuguesa entram no Campeonato Paulista com uma situação bastante paradoxal. Os dois clubes foram obrigados a se desfazerem de boa parte do elenco e estreiam ainda gerando dúvidas nas cabeças de seus torcedores.

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A Ponte Preta terminou a temporada de 2013 de forma estranha. Foi rebaixada para a Série B do Brasileiro e depois conquistou o inédito vice-título da Copa Sul-Americana. E festejou a “invasão alvinegra” até a cidade argentina de Lanús, com quase quatro mil torcedores.

Prevendo redução de receitas com a queda para a Série B, a diretoria promoveu uma grande reformulação no elenco. Vários titulares – Uendel, Baraka, Fellipe Bastos, Elias, Rildo e Leonardo – deixaram o clube. Por outro lado, a diretoria vem encontrando dificuldades em contratar e já avisou que vai priorizar a Série B. Isso se não ocorrer uma “virada de mesa” e o Brasileirão tiver 24 times.

A direção anunciou apenas seis reforços discutíveis ou apostas: os zagueiros Luan e Gabriel, o lateral-direito Neílson, os volantes Elizeu e Dodó e meia Tchô. Após bons trabalhos por Boa Esporte-MG e Icasa-CE, o ex-jogador Sidney Moraes tem seu primeiro grande desafio como treinador.

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A Portuguesa envolvida na polêmica com o Fluminense sobre o rebaixamento ou não no Brasileirão, assim como a Ponte Preta, perdeu muitos titulares na virada do ano – goleiro Lauro, lateral-direito Luis Ricardo, o meia Souza, os atacantes Diogo e Gilberto, entre outros – e também vem tendo dificuldades em contratar, principalmente por não saber que divisão vai jogar no segundo semestre.

A Lusa conseguiu manter o treinador Guto Ferreira na sua comissão técnica, mas ainda enfrentando uma crise financeira deixada após a má administração do ex-presidente Manoel da Lupa, está mais preocupada em não retornar para a humilhante Série A2 do que por brigar por um título ou mesmo classificação no Grupo C.