ESPECIAL! Há quatro anos, acesso histórico colocava Guará no cenário nacional

Carlos Arini, presidente da época e ídolo da torcida, conduziu todo o processo de reestruturação

Após a inesperada queda no Campeonato Paulista, o Guaratinguetá teve que se reestruturar para o Campeonato Brasileiro da Série C. A missão era recuperar a auto estima do torcedor e recolocar o clube no caminho das vitórias.

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Guaratinguetá, SP, 16 (AFI) – Após a inesperada queda no Campeonato Paulista, o Guaratinguetá teve que se reestruturar para o Campeonato Brasileiro da Série C. A missão era recuperar a auto estima do torcedor e recolocar o clube no caminho das vitórias. Para isso Carlos Arini, presidente da época e ídolo da torcida, conduziu todo o processo de reestruturação e montagem do time, logo após o descenso. De imediato o dirigente selou a permanência de dois ícones da torcida, o zagueiro Rocha e o maestro Nenê.

0002048096558 imgArini fez história no Guará

Candido Farias iniciou no comando da equipe, no entanto uma derrota na estréia para o Ituitaba (atual Boa Esporte) acabou deixando o clube, dando lugar para outro grande treinador Vilson Tadei, que em 2006 havia sido o técnico no acesso da Série A2, junto com o técnico chegou o preparador físico Cléber Augusto.

Com o campeonato em andamento alguns reforços chegaram para dar mais estabilidade ao time. Foram contratados Jackson (lateral direito), Junior Paulista (volante), Samuel (zagueiro), Anderson Luis (volante e lateral) e o atacante Renato Santiago, que pouco jogou na campanha, mas contribuiu bastante com sua experiência.

Mesmo enfrentando adversários tradicionais, o Tricolor do Vale se superava a cada embate e após uma vitória na ultima rodada da fase contra o Ituitaba, por 2 x 1 com dois gols do atacante Laécio, artilheiro e destaque da equipe. Todos enfim puderam comemorar a classificação para a fase decisiva.

O Caxias, primeiro colocado do Grupo D, seria o rival nas quartas de final. No primeiro duelo disputado no Ninho da Garça brilhou a estrela do zagueiro Rocha, que anotou os dois gols na vitória por 2 x 0. Com a vantagem adquirida no jogo de ida a equipe foi confiante para o duelo final, no Estádio Centenário, que recebeu uma multidão de 25.128 pagantes, recorde de publico do estádio até os dias atuais.

Apesar de toda pressão e de ter saído atrás do placar, o Tricolor do Vale calou o abarrotado Centenário. Aos 42’ do segundo tempo após receber passe de Diego Dedoné, Edu Pina empatou para o Guaratinguetá. Após o apito final do mineiro Alicio Pena Junior, o que se viu foi uma festa incrível por parte dos guerreiros da Garça, do ótimo goleiro César Luz, passando pelo pulmão de aço César Santiago, até comissão técnica, diretoria e torcida.

Para o então presidente Carlos Arini, “após a queda no Paulistão tinha uma tristeza, primeiro selamos a permanência dos jogadores Rocha e Nenê. A chegada do Vilson Tadei foi fundamental. O time foi crescendo em todos os sentidos ao longo da competição. Funcionários, comissão técnica, jogadores e isso acabou refletindo na torcida. Foi inesquecível’’, destacou o ex dirigente da Garça.

Já para o técnico Vilson Tadei, grande comandante da equipe, a emoção foi muito grande. “O grupo aceitou bem nossa filosofia de trabalho e conduzimos com muito êxito. Teve um gosto especial, colocamos o Guaratinguetá entre os grandes do Brasil”. Finalizou o treinador.

Na semifinal a Garça foi derrotada nos pênaltis pelo América Mineiro, mas depois deste feito quem se importava? O fato é que o inédito acesso para a Série B estava garantido e a missão mais do que cumprida!