ESPECIAL! Há cinco anos, Santo André conquistava o Brasil

Santo André, SP, 30 (AFI) – O dia 30 de junho de 2004 ficará eternamente guardado na memória dos torcedores andreenses. Exatamente há cinco anos, o Santo André conquistou a sua maior glória em 42 anos de história. Surpreendendo a todos, o Ramalhão derrotou o Flamengo por 2 a 0 em pleno Maracanã lotado e conquistou o inédito título da Copa do Brasil.

Confira:
Santo André ostenta bom retrospecto contra o Barueri

Se os holofotes de todo o país se voltaram para o Santo André apenas na grande final, a caminhada andreense rumo ao título começou muito antes, no dia 18 de fevereiro, quando derrotou o Novo Horizonte, em Goiás, por 5 a 0, eliminando o jogo da volta. O volante Dirceu, que participou do título e hoje integra o plantel que disputa a Série A do Campeonato Brasileiro, se recorda com carinho da epopéia andreense.

“Era normal que ninguém apostasse em nós. O Santo André havia acabado de conquistar o acesso para a Série B e poucos acreditavam que podíamos ir longe. A goleada, logo no início, nos deu mais ânimo, mas iríamos enfrentar um grande time na segunda fase”, declarou.

Pedreira!
Após o início com pé direito, o Ramalhão teve o seu primeiro grande desafio. Logo na segunda fase, o clube do ABC Paulista enfrentou o Atlético Mineiro. Na primeira partida, no Bruno José Daniel, vitória por 3 a 0. Já no segundo jogo, em Belo Horizonte, o Ramalhão segurou um placar adverso de 2 a 0 e garantiu a classificação para as oitavas de final.

Na sequência, um velho conhecido. O Santo André encarou o Guarani na fase seguinte. Após empatar em 1 a 1 no Brinco de Ouro e segurar um 0 a 0 em casa, o time andreense passou adiante. Como em toda grande conquista, o Santo André encontrou mais um gigante do futebol brasileiro.

Empate heróico
Jogando um futebol bastante ofensivo, o Ramalhão empatou com o Palmeiras, em 3 a 3, no Brunão. Na segunda partida, um eletrizante empate em 4 a 4 no Estádio Palestra Itália. Ao eliminar o Verdão, o clube do ABC Paulista chegou à semifinal com uma grande responsabilidade.

“Após eliminar o Palmeiras, nós começamos a pensar que era possível. Conseguimos a vaga em um jogo emocionante, contra um grande time e jogando fora de casa. Penso que depois daquele jogo todos começaram a olhar o Santo André com outros olhos, mas sabíamos que seria uma tarefa muito difícil”, declarou o meia Élvis, que voltou este ano a defender o time andreense.

Semifinal
No primeiro jogo da semifinal, realizado no Estádio do Pacaembu, um resultado que surpreendeu até o mais pessimista dos torcedores. O XV de Campo Bom (treinado por Mano Menezes), outra sensação da competição nacional, conseguiu uma importante vitória por 4 a 3 na capital paulista.

Mas, quando muitos achavam que seria o último capítulo da odisséia andreense, o Ramalhão foi à Porto Alegre e conquistou uma vitória por 3 a 1, se classificando para a grande final. “Nós sabíamos que era possível chegar em Porto Alegre e reverter o resultado. O XV era um time muito bem montado, mas não chegamos até ali para nada. Éramos um time muito unido”, disse Dedimar, que foi o capitão da equipe durante a conquista.

A decisão!
A grande final teve um clima de Davi contra Golias. Grande surpresa da competição nacional, o Santo André encontrou o Flamengo na decisão da Copa do Brasil. No primeiro jogo, realizado no Estádio Palestra Itália, empate em 2 a 2. Após a igualdade em São Paulo, poucos acreditavam que seria possível o título andreense no Maracanã.

Se a festa estava toda montada para a vitória dos cariocas, o Ramalhão tratou de estragá-la. Com gols de Élvis e Sandro Gaúcho, o clube do ABC Paulista não calou só o Maracanã, mas toda uma nação de quase 30 milhões de flamenguistas. Autor de um dos gols da grande final, Sandro se emociona ao lembrar da conquista.

“Trata-se de um dia que ficará guardado para sempre na nossa memória. Conseguimos o que muitos pensaram ser impossível. Nós éramos um time unido, forte e que sabia da própria capacidade. É um orgulho escrever meu nome na história do Esporte Clube Santo André”, afirmou o eterno matador.