ESPECIAL: Do maestro Seedorf ao falastrão Túlio, Portal FI traz Seleção dos Vovôs

Juntos, os 11 titulares escolhidos somam 431 anos, média de 39,2 anos

O Brasil comemora o Dia do Idoso neste 1º de outubro, data celebrada desde 2006 em razão da criação do estatuto do idoso. E para homenagear os “vovôs” da bola, o Portal FI traz, nesta terça-feira, uma seleção formada apenas por veteranos.

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Campinas, SP, 01 (AFI) – O Brasil comemora o Dia do Idoso neste 1º de outubro, data celebrada desde 2006 em razão da criação do estatuto do idoso. E para homenagear os “vovôs” da bola, o Portal FI traz, nesta terça-feira, uma seleção formada apenas por veteranos, que, se já não chegaram, estão se aproximando dos 40 anos. Juntos, uns 11 titulares escolhidos somam 431 anos, média de 39,2 anos. É muita experiência para ajudar o técnico Geninho, de 65 anos, do Sport, hoje o mais velho em atividade nas duas principais divisões do país.

0002048112357 imgSeedorf é o professor da seleção

Alguns dos boleiros, como Paulo Baier, Juninho Pernambucano, Zé Roberto e Seedorf, estão voando baixo e até se destacam por seus clubes no Brasileirão. Outros, como o zagueiro Odvan e o interminável Túlio Maravilha, já não exibem a velha forma, mas carregam uma bagagem de respeito.

Para escolher estes veteraníssimos, o Portal FI estipulou um critério básico: ter ultrapassado a barreira dos 35 anos e, de preferência, estar beirando os 40. Este é um dos motivos pelos quais estão ausentes grandes nomes, como os zagueiros Juan (34 anos) e Lúcio (35), os meias Alex (35) e Ronaldinho Gaúcho (33), e os atacante Luís Fabiano (32) e Forlán (34).

O time titular foi todo formado por “vovôs” na casa dos 40. Ironicamente, o garotão Seedorf, do Botafogo, é o mais novo com 37 anos. Na outra ponta, está Túlio Maravilha que, aos 44 anos, ainda busca um clube para marcar o milésimo gol desde que deixou o Vilavelhense-ES no início de setembro. Segundo suas próprias contas já são 999 gols.

Confira abaixo a seleção dos “vovôs” do Portal FI:

0002048112349 imgRogério Ceni é o camisa 1

Goleiro: Rogério Ceni (40 anos, São Paulo) – O maior goleiro-artilheiro da história do futebol não poderia ficar de fora. Em mais de duas décadas vestindo a camisa do São Paulo, já foram mais de 1.100 jogos e 112 gols marcados. Apesar de uma falha ou outra, o “M1TO” ainda continua melhor que muito frangueiro por aí.

Lateral-direito: Paulo Baier (38, Atlético-PR) – Os mais novos podem até não saber, mas Paulo Baier começou a carreira como lateral-direito, função que exerceu por quase uma década. Somente em meados dos anos 2000, já defendendo Criciúma e Goiás, que ele começou a se arriscar no meio. Hoje, o “Highlander” o camisa 10 e dono do meio-campo do surpreendente Atlético-PR.

Zagueiro: Índio (38, Internacional) – Assim como Rogério Ceni, Índio é mais um exemplo de fidelidade no futebol brasileiro. Ele não chega ao exagero de estar a duas décadas no Inter, mas já está completando quase dez anos no Beira-Rio e ainda é titular absoluto. Antes, com exceção do Palmeiras, passou apenas por clubes pequenos.

Zagueiro: Odvan (39, Palmas-TO) – O “zagueiro-zagueiro”, como gostava de classificar o técnico Vanderlei Luxemburgo, já não joga nada há algum tempo. Nos últimos anos, sumiu em clubes como Rio Bananal-ES, Cabofriense-RJ, União Rondonópolis-MT, São João da Barra-RJ, Goytacaz-RJ e, agora, no Palmas-TO. Na ddécada de 90, porém, ele brilhou no Vasco e chegou a atuar na Seleção Brasileira.

Lateral-esquerdo: Léo (38, Santos) – Sem o fôlego de outrora, Léo é outro que já anunciou o abandono da lateral para “correr menos” no meio. Fato que o fez perder a condição de titular no Peixe. Ele iniciou a carreira em Americano-RJ e União São João, além de ter rápida passagem no Palmeiras. Mas foi no Peixe onde viveu seus grandes momentos, conquistando dois brasileiros (2002 e 2004) e a Libertadores (2011). Atuou quatro anos no Benfica-POR.

0002048112352 imgReizinho atua mais recuado na seleção

Volante: Juninho Pernambucano (38, Vasco) – O Reizinho da Colina voltou a Vasco neste ano, com a promessa de encerrar a carreira ao final do ano. Revelado no Sport, Juninho virou grande ídolo em dois clubes: Vasco e Lyon, onde conquistou sete títulos franceses. Com uma bola parada afiada, seria uma ótima opção nas cobranças de falta.

Volante: Zé Roberto (39, Grêmio) – O destaque do Grêmio continua exibindo um vigor físico invejável para quem já é quase um quarentão. Com duas Copas do Mundo na bagagem (1998 e 2006), e passagens por Real Madrid-ESP e Bayern de Munique-ALE, tem um currículo acima da média para entrar na seleção. Além de tudo, é bom de grupo.

Meia: Seedorf (37, Botafogo) – O único estrangeiro da “seleção dos vovôs” tem ensinamentos de sobra para todos, mesmo sendo o “garotão” da turma. Foram 14 anos servindo a seleleção holandesa (1994-2008), inclusive ajudou a levar a Laranja às semifinais da Copa de 1998. Com a bagagem de ter atuado por Ajex-HOL, Real Madrid-ESP, Inter de Milão-ITA e Milan-ITA, tem qualidades para ser o maestro e o professor do grupo, assim como o é no Botafogo.

Meia: Rivaldo (41, São Caetano) – Embora não tenha o mesmo espírito de liderança que Rogério Ceni, Zé Roberto e Seedorf, Rivaldo tem títulos e prêmios, que deixam os três com inveja. Entre 1994 a 2002, só não fez chover por Palmeiras, La Coruña-ESP e Barcelona-ESP, clubes onde é ídolo incontestável e conquistou inúmeros títulos. Além disso, foi o grande nome na conquista do penta da Seleção Brasileira em 2002 e levou o prêmio de melhor do mundo de 1999.

Atacante: Iarley (39, Paysandu) – Não tem uma carreira cheia de glamour como alguns de seus companheiros, mas é um dos mais rodados e, pasmém, já defendeu o Real Madrid, entre 1996 e 97. O “Pequeno Grande Homem” ficou famoso atuando pelo Paysandu, em 2003. Em um jogo memorável contra o Boca Juniors-ARG, na La Bombonera, marcou gol e foi contratado pelos argentinos. Fez parte do time campeão mundial do Inter e, hoje, alterna a titularidade e o banco no Paysandu.

0002048112355 imgTúlio é o falastrão do time

Atacante: Túlio Maravilha (44, Vilavelhense-ES, último clube) – Hoje é uma caricatura de jogador, mas no passado chegou a ser um dos artilheiros mais temidos do Brasil. Entre as décadas de 80 e 90, brilhou por clubes como Goiás, Botafogo e Fluminense, além da Seleção Brasileira. Hoje, porém, tem “mendigado” um lugar em clubes como CSE-AL, Tanabi e Vilavelhense-ES para tentar atingir o milésimo gol. Pelo passado e pelo folclore, merece uma vaga.

Técnico: Geninho (65, Sport) – Geninho não chega a ser um matuzalém entre os técnicos, mas hoje é um dos mais experientes do futebol brasileiro, considerando as principais divisões. Goleiro de pouca expressão, ele já milita como treinador há três décadas, desde aceitou o desafio de assumir o Novo Hamburgo. O ápice de sua carreira foi o título brasileiro de 2001 pelo Atlético-PR. Neste ano, chegou ao Leão da Ilha com a missão de devolvê-lo á elite.

Reservas
Harlei (41, Goiás), Cris (36, Vasco), Gilberto Silva (36, Atlético-MG), Marcos Assunção (37, Santos), Marcelinho Paraíba (38, Boa Esporte), Geraldo (39, Icasa), Magno Alves (37, Ceará) e Kléber Pereira (38, Moto Club-MA).