ESPECIAL COPA DAS CONFEDERAÇÕES: Seleção Brasileira relembra o mundo o peso da amarelinha
Com autoridade e goleada na Espanha, o Brasil conquistou a competição pela quarta vez e fez o país crer no hexa
Com autoridade e goleada na Espanha, o Brasil conquistou a competição pela quarta vez e fez o país crer no hexa
Campinas, SP, 31 (AFI) – Competição teste para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, a Copa das Confederações serviu para verificar se os estádios conseguiriam atender bem o público, tanto quanto para assegurar que a infraestrutura do país tinha sido adequada para um evento dessa grandiosidade. Entretanto, para a nação do futebol ela também tinha o propósito de resgatar o orgulho e o amor pela Seleção Brasileira. E, foi exatamente isso que aconteceu. Aquela altura, ninguém sabia que um trágico 7 a 1 estava no nosso destino. Assim sendo, a camisa pesou demais e os brasileiros impulsionaram a amarelinha que, derrubou um a um seus adversários, fechando com chave de ouro, ao bater a então poderosa Espanha, por 3 a 0, em um Maracanã lotado.
Após ter conduzido o Brasil ao penta no Japão e na Coreia, Felipão mantinha sua estratégia de montar um grupo unido, uma segunda “Família Scolari”. A campanha na primeira fase foi irretocável, três vitórias, em três jogos. Contudo, o que mais chamou a atenção nesta fase, assim como em toda a competição, foi o clamor da torcida, que cantava a capela o restante do hino nacional – a execução oficial da Fifa toca apenas uma parte.
PRIMEIRA FASE IMPECÁVEL
A partida de estreia aconteceu, estrategicamente, na capital Brasília. Porém, a recepção não foi a esperada por Joseph Blatter e Dilma Roussef, então presidentes da Fifa e do Brasil, respectivamente – ambos receberam sonoras vaias dos torcedores presentes no estádio Mané Garrincha. Em campo, entretanto, os comandados de Felipão mereceram e foram saudados com aplausos, após uma exibição um tanto quanto tranquila diante do Japão. Neymar, Paulinho e Jô se encarregaram de balançar as redes, decretando a vitória canarinha, por 3 a 0.
A segunda partida promoveu o reencontro da torcida cearense com a Seleção. Em duelo realizado no estádio Castelão, em Fortaleza, o Brasil mediu forças com o México, tradicional rival e time que algumas vezes já aprontou para cima de nós. Assim como na estreia, Neymar comandava as ações ofensivas da equipe que tomava a iniciativa. A pressão rendeu, e antes dos 10 minutos, a Seleção já vencia, por 1 a 0. Após cruzamento de Daniel Alves a zaga mexicana tentou cortou e a bola sobrou na para o craque do Barcelona, que sem deixar ela cair soltou a bomba para o fundo das redes.

NEYMAR DEITOU E ROLOU!
Contando com jogadores de qualidade como Giovani dos Santos, os mexicanos tentavam assustar e, por algumas vezes conseguiram, mas a rede canarinha permaneceria intocada até o apito final. No segundo tempo, Neymar foi mais uma vez determinante para o Brasil marcar o gol da vitória. Ele recebeu na esquerda, passou no meio de dois adversários e rolou para Jô que bateu sem chances para o goleiro, 2 a 0. O resultado final ficou de bom tamanho para o México que viu uma Seleção Brasileira muito superior – o árbitro anulou dois gols do time de Felipão, assinalando corretamente o impedimento.
No terceiro duelo um encontro de gigantes decidia quem terminaria em primeiro no Grupo A: Brasil ou Itália. A Fonte Nova, em Salvador, foi o palco para o embate entre duas das mais vencedoras e temidas seleções do futebol mundial. O jogo fez jus às expectativas, sendo emocionante. Com maior qualidade técnica, o Brasil pressionou e acuou a Itália até a metade do primeiro tempo, quando o time de Cesare Prandelli encaixou a marcação. Contudo, Dante – que havia entrado no lugar do machucado David Luiz – abriu o placar no final da etapa inicial.
AZURRA DEU TRABALHO…
Para quem imaginava um segundo tempo igual se espantou, quando a Azurra empatou logo aos cinco minutos. Após belo toque – de calcanhar – de Balotelli, Giaccherini invadiu a área e bateu cruzado, 1 a 1. Contudo, a Seleção era muito eficaz e, conseguiu marcar mais duas vezes. Neymar fez o segundo em uma bela cobrança de falta e, Fred tirou a ‘zica’ após grande cruzamento de Marcelo, 3 a 1. Quando todos achavam que tudo estava decidido, o zagueiro Chiellini descontou, ‘pondo fogo no jogo’. Naturalmente, o Brasil recuou e passou a explorar os contra-ataques. No fim, o bem posicionado Fred aproveitou um rebote de Buffon para ‘fechar o caixão’, 4 a 2.

FOI SUADO
Tendo se classificado em primeiro lugar, o Brasil evitou um encontro com a Espanha nas semifinais, porém o Uruguai deu muito trabalho, fazendo com que a equipe suasse muito a camisa. Desde o apito inicial a seleção sofria com a retranca da Celeste que, colocava praticamente todo o seu time atrás da linha da bola. Para complicar, David Luiz fez pênalti em Lugano, aos 14 minutos. Para o bem geral da nação, Júlio César voou no canto esquerda evitando que a bola balançasse as redes. A defesa foi comemorada como um gol pelo estádio todo.
O embate seguiu truncado, porém, aos 40 minutos, Fred aproveitou rebote de Muslera em um lance de Neymar e, de canela bateu sem jeito para abrir o placar, 1 a 0. No início do segundo tempo, a zaga cometeu um erro coletivo desastroso, deixando a bola sobrar para Cavani, o uruguaio não perdoou, 1 a 1, logo aos 2 minutos. O final de jogo foi dramático, ninguém conseguia respirar. O tento salvador saiu somente aos 40 minutos da etapa complementar. Após cobrança de escanteio de Neymar, Paulinho marcou após falha do goleiro, 2 a 1 e Brasil na final.
FÚRIA CANARINHA
Na final, o Brasil voltou a ser Brasil diante da então melhor seleção do mundo, a última campeã mundial, Espanha. A chamada ‘Fúria’ não perdia há 29 partidas, além de desempenhar um futebol vistoso, tido como belo e, contando com uma base de jogadores de Barcelona e Real Madrid. Ao fim da partida, o grito que ecoava na Maracanã era: “Ôoooo, o campeão voltou! O campeão voltou!
Com certeza os europeus sentiram o peso do estádio, no hino nacional brasileiro, cantado a capela – como em toda a competição – você percebia no olhar dos jogadores que, aquele dia, era dia de Brasil. Logo no começo da partida, em um bate e rebate, estranho, Fred caído tocou para fazer 1 a 0. Mesmo com o gol e superior, a Seleção via os adversários manterem a sua tradicional calma. Na chegada mais perigosa da Fúria no primeiro tempo, David Luiz salvou em cima da linha um chute de Pedro que já havia batido Júlio César. Aos 43 minutos do segundo tempo, mais um golpe canarinho.
SEMPRE ELE…
Neymar recebeu pela esquerda e tentou ir sozinho, não deu. Ele devolveu para Oscar que atraiu a marcação e tocou de volta, esperto o camisa 10 acompanhou a linhas espanhola para não ficar impedido. Ao recebe dentro da área, ele ajeitou e soltou a bomba de perna esquerda, Brasil 2 a 0 e Neymar nos braços do povo. Com Azpilicueta no lugar de Arbeloa, a Espanha não via a cor da bola. O craque do Barcelona ‘deitava’ no lateral do Chelsea, tanto que antes dele tocar na bola saiu o terceiro gol brasileiro.
AMARELINHA ENVERGA VARAL!
Marcelo tocou para Hulk, que lançou Neymar que com uma classe imensa fez um belo ‘corta-luz’. Fred recebeu o presente, marcou seu segundo gol no jogo e garantiu a taça para o Brasil. A Espanha ainda desperdiçou um pênalti com o consagrado Sérgio Ramos, ele se intimidou com Júlio César, batendo para fora a chance de descontar. No apita final festa no Maraca e certeza de que o Brasil estava no caminho certo para buscar o hexacampeonato mundial.
O hexa não veio, mas aquele domingo, 30 de julho de 2013 mostrou que a amarelinha nunca deve ser menosprezada, que cinco títulos de Copa do Mundo significam alguma coisa e que, Neymar será por muito tempo a referência do país do futebol. Com a conquista, a Seleção Brasileira se consolidou como a maior vencedora da competição, emplacando seu quarto título, enquanto a França tem dois e, Argentina, Dinamarca e México somente um. No atropelo do Maracanã, a única fúria que se viu, foi a canarinha.





































































































































