Especial! Confira a Seleção dos craques que nunca disputaram uma Copa do Mundo
Além dos escolhidos, outros craques, como Djalminha, Evaristo e Cantona tiveram que ficar de fora
A Copa do Mundo, desde que foi criada, em 1930, a principal competição do futebol. Jogar um Mundial defendendo o seu país sempre foi o sonho de qualquer jogador
Campinas, SP, 08 (AFI) – A Copa do Mundo, desde que foi criada, em 1930, a principal competição do futebol. Jogar um Mundial defendendo o seu país sempre foi o sonho de qualquer jogador, que muitas vezes só é realmente reconhecido, depois de figurar entre os grandes astros da principal competição de Seleções do Mundo.
Para a Copa do Mundo de 2014, a ausência mais sentida é de Ibrahimovic, que assim como a sua seleção sueca, não estará no Mundial do Brasil. O atacante, entretanto, já disputou duas Copas: 2006 e 2010 e em nenhuma delas, conseguiu ir muito longe com a Suécia.
Outros craques tão bons quanto ou até melhores que Ibrahimovic não tiveram a chance de disputar uma Copa do Mundo sequer. Os motivos são os mais diversos: briga com treinadores, nascer em país sem tradição no futebol, estar no auge no período sem Mundiais (entre 1939 e 1949) ou até mesmo enfrentar uma concorrência de primeira linha.
São tantos os bons jogadores que nunca estiveram em um Mundial, que é possível até montar uma Seleção. Mais do que isso, muita gente ainda fica de fora.
Os brasileiros não se conformam até hoje com Vicente Feola por ter deixado Dirceu Lopes de fora da Copa do Mundo de 1966, mas em todos os cantos do mundo, um outro craque acabou sobrando por motivo parecido ou até piores.
Confira a Seleção dos craques que nunca estiveram em uma Copa do Mundo:
Goleiro: Sebastiano Rossi (Itália)
Dono da meta do Milan durante toda a década de 1990, Rossi nunca teve a oportunidade de disputar uma Copa do Mundo. A Itália é famosa pela sua grandes escola de goleiros e o arqueiro sempre teve que conviver com uma grande concorrência, que incluíam Buffon, Toldo, Pagliuca e Marchegiani.
Seu maior feito aconteceu na temporada de 1993/1994, quando defendendo o Milan, Rossi ficou 929 minutos sem levar um gol, recorde mundial que detém até hoje. Na época, ele bateu o seu compatriota Dino Zoff, que ficou 903 minutos e é considerado o maior goleiro italiano de todos os tempos.
O Brasil também tem um representante no seleto grupo de grandes goleiros que não disputaram uma Copa do Mundo. Valdir de Moraes, ídolo do Palmeiras, foi preterido pelo técnico Vicente Feola em 1966.
Lateral-direito: Lukasz Piszczek (Polônia)
Um dos melhores jogadores do Borussia Dortmund vice-campeão europeu na temporada 2012-2013, Piszczek teve o “azar” de nascer na Polônia, país que não possui muita tradição no futebol. Atualmente com 29 anos, ele é o grande astro da sua seleção, onde brilha praticamente sozinho.
Zagueiro: Djalma Dias (Brasil)
Um dos maiores ídolos do América-RJ, clube que o revelou, Djalma Dias também foi bem atuando no Palmeiras, Santos, Atlético-MG e Botafogo. Na década de 1960 ele era, para muitos, o melhor zagueiro do mundo, mas ficou de fora de todas as copas deste período.
Djalma Dias fez parte do grupo da Seleção Brasileira que jogou as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1970, mas acabou preterido pelo técnico Zagallo na convocação para o Mundial que terminaria com o tricampeonato brasileiro. Ele é pai de Djalminha, outro craque que nunca disputou uma Copa.
Zagueiro: Roberto Dias (Brasil)
Bicampeão paulista em 1970 e 1971 pelo São Paulo, Roberto Dias foi um dos primeiros zagueiros que aliava a técnica com a força e o vigor. O jogador era tão admirado pelo bom passe, que também fez sucesso jogando como volante. A técnica era tamanha, que relatos da época dizem que ele deu um chapéu em Pelé.
Em 1966, ficou muito próximo de disputar a Copa do Mundo, chegando a estar na lista de pré-convocados pelo técnico Vicente Feola, mas no final acabou excluído. Á época, a disputa entre jogadores paulistas e cariocas eram gigantes e os torcedores do São Paulo, clube em que Roberto jogava, disseram que se ele atuasse no Rio de Janeiro, estaria naquela Seleção. Ele mesmo admitiu que ficou abalado com o corte naquele tempo.
Lateral-esquerdo: Duncan Edwards (Inglaterra)
Craque do Manchester United nos anos 50, Edwards foi um dos primeiros laterais a irem para frente, se tornando um “falso ala”. A modernidade de seu futebol encantava não só os ingleses, mas todos os europeus, que costumavam ir à Manchester para ver a técnica do craque.
Em 1957, Edwards foi eleito o terceiro melhor jogador do mundo pela France Football, principal revista esportiva da época e era o grande nome da Seleção Inglesa que se preparava para a disputa da Copa do Mundo de 1958, na Suécia.
No ano do Mundial, entretanto, Edwards foi uma das vítimas do desastre de Munique. O avião que levava a delegação do United de Belgrado, na antiga Iugoslávia,para Manchester acabou caindo em Munique, na Alemanha,tirando a vida de oito pessoas, entre elas Edwards.
Meia: Ryan Giggs (País de Gales)
Ryan Giggs é um daqueles jogadores que foi prejudicado pela nacionalidade. Britânico, ele teve o azar de o Reino Unido ser dividido nas disputas de futebol. Ou seja, Inglaterra, Irlanda do Norte, País de Gales e Escócia são seleções diferentes e sendo galês, Giggs nunca conseguiu levar o seu esquadrão para um Mundial.
Ele é um dos maiores ídolos do Manchester United, atuando como titular em boa parte dos seus 27 anos do clube. Ele é considerado o jogador mais premiado da história do futebol inglês, com 13 títulos da Premier League, quatro Copas da Inglaterra, quatro Copas da Liga Inglesa, dez Supercopas da Inglaterra, duas Ligas dos Campeões, uma Copa da Uefa e dois Mundiais.
Meia: Dirceu Lopes (Brasil)
Campeão brasileiro e da Libertadores sendo sempre o melhor jogador do Cruzeiro, Dirceu Lopes é apontado em todas as listas dos brasileiros, como o melhor jogador que nunca disputou uma Copa do Mundo.
Habilidoso e veloz, Dirceu tinha uma incrível capacidade de conduzir a bola e ultrapassar os adversários sem ser parado. Ao lado de Tostão, formou uma dupla tão famosa para os cruzeirenses como foi Pelé e Coutinho no Santos.
Chegou a atuar em algumas partidas das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1966, mas acabou ficando fora da lista de convocados. No ano seguinte, foi considerado o melhor jogador do Brasil, superando Pelé, Tostão, Dino Sani, entre outros.
Meia: Bernd Schuster (Alemanha)
Considerado um dos melhores jogadores da década de 1980, Schuster é um dos poucos que foi ídolo tanto no Barcelona, como no Real Madrid e no Atlético de Madrid. Quando tinha 24 anos, resolveu se abdicar da Seleção da Alemanha Ocidental e acabou não disputando nenhuma Copa do Mundo.
Da lista de craques que nunca disputaram um Mundial, Schuster é o único que só não esteve lá porque não quis, afinal, era um dos melhores jogadores alemães da época.
A lista de meias que não puderam estar em uma Copa do Mundo é muito extensa e alguns nomes, mesmo que não estejam na seleção, merecem ser citados, casos do ganês Abedi Pelé, que não tinha o apelido por acaso, Litmanen, que assim como a Finlãndia, seu país, nunca esteve em um Mundial e Djalminha, que só não foi convocado por Luiz Felipe Scolari em 2002 porque semanas antes da convocação brigou e agrediu o seu técnico do Deportivo la Coruña, Javier Irureta.
Atacante: George Weah (Libéria)
Nascido em Monróvia, na Libéria, Weah é o único jogador africano a ter vencido a Bola de Ouro da Fifa. Craque com uma facilidade imensa em marcar gols, ele foi contratado em 1995 pelo Milan para substituir Van Basten e não decepcionou. Naquele ano, foi campeão italiano e de quebra, eleito o melhor jogador do mundo.
Sem tradição alguma no futebol, a Libéria nunca esteve próxima de disputar uma Copa do Mundo e apesar de receber convites para se naturalizar francês, Weah sempre declarou orgulho de ser africano.
Atacante: George Best (Irlanda do Norte)
Conhecido não só pelo futebol que mostrava em campo, mas também pela fama de boêmio, George Best foi um gênio das quatro linhas e da palavra. Sempre polêmico, adorava dar entrevistas se intitulando o melhor e marcar gols fantástico, como com chutes do meio-campo.
Ídolo do Manchester United, clube que o revelou em 1963 e que contou com seu futebol até 1974, ele não conseguiu estar em um Mundial com a Irlanda do Norte. Ao final da carreira, jogou nos Estados Unidos e foi chamado de “The Best”, referência ao seu nome e que em inglês significa “o melhor”.
Atacante: Friedenreich (Brasil)
Maior jogador brasileiro da época em que o futebol era semi-amador, Friedenreich foi artilheiro do Campeonato Paulista nove vezes, sete delas com a camisa do paulistano. Ídolo paulista da década de 1920, não disputou a primeira Copa do Mundo, em 1930, exatamente porque atuava em São Paulo. Na época, o Brasil foi representado apenas por jogadores que atuavam no futebol carioca.
Para alguns historiadores, Friedenreich foi o primeiro jogador do mundo a chegar a incrível marca de mil gols, mas como na época não existia televisão e nem todos os jogos tinham a cobertura do rádio, muito desses gols nunca foram registrados oficialmente.
Outros grandes atacantes do Brasil e do mundo não estiveram em Copas, casos de Evaristo, craque do Real Madrid e do Barcelona na década de 1950, Canhoteiro, que para muitos era o Garrincha da ponta esquerda, Cantona, que enfrentou uma das piores gerações da história do futebol francês e Fernando Peyroteo, português que marcou 528 gols em 328 jogos na carreira.





































































































































