Especial com Alessandro, que promete cambalhotas no Guará

Guaratinguetá, SP, 19 (AFI) – Rápido e habilidoso, Alessandro chega ao Guaratinguetá para ser um dos atacantes da equipe do técnico Guilherme Macuglia para a temporada 2008, que começa com o Paulistão. Foi revelado no Novorizontino, e tem passagens por times como Vasco da Gama, Santos, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Fluminense e Corinthians, além do futebol japonês, turco e português, onde atuou no Porto.

Atuou também na seleção brasileira em 1999, em um amistoso contra a Coréia do Sul, no time então treinado por Vanderlei Luxemburgo. Conhecido por dar cambalhotas após marcar gols, o atacante estava no Erciyesspor Kayseri, da Turquia. Desde o final de 2006, a diretoria do Guará tenta a contratação de Alessandro, que poderá estrear contra o São Paulo no Campeonato Paulista, dia 16 de janeiro, no Estádio Dario Rodrigues Leite.

Como você analisa a sua passagem de um ano e três meses pelo futebol turco?
O futebol turco é de bastante pegada, depende muito do esforço físico da pessoa, tem que obedecer a função tática. É um futebol onde você faz de tudo no campo: marca, ataca. É um futebol de contato. Mas no período que eu estive lá, fui bem. Quando eu cheguei, o time estava na zona de rebaixamento e, com a minha chegada, o time melhorou, ficou entre os sete primeiros, e eu renovei o contrato por mais um ano.

Isso fez com que a gente buscasse o espaço, conseguisse o respeito do torcedor, da imprensa, e ficamos até o momento em que houve algum problema. Quando ele surge, você tem que ver o que é melhor, e procurar um lugar onde você possa ser feliz.

Como surgiu a idéia de você dar cambalhotas após marcar gols?
Desde criança eu praticava capoeira. Eu cheguei com 17 anos ao futebol para fazer testes e, a partir do momento que comecei a fazer gols, pensei: “a única forma de comemorar vai ser assim”. É uma coisa que eu gosto de fazer, sempre gostei, e isso foi tendo continuidade.

Até hoje eu faço, e espero que possa dar bastante cambalhota aqui no Guará e poder ajudar a equipe a buscar o seu objetivo, que é fazer uma bela campanha no Campeonato Paulista.

Fale-nos sobre o que você acha que foi a melhor fase de sua carreira.
A melhor fase é aquela em que você se projeta para o futebol, e quem mais me projetou para o futebol brasileiro, e até mesmo jeta para o futebol, e quem mais me projetou para o futebol brasileiro, e atecei a fazer gols, pensei: “internacional foi o Santos.

Lá eu tive uma bela passagem com o treinador José Teixeira, que confiava em meu futebol e já tinha trabalhado comigo no Novorizontino. O Santos soube administrar e aproveitar um bom momento da minha vida. Em 97, eu fui para o Japão, e em 98 voltei, e fui campeão da Conmebol. E fui para a Seleção neste ano. Isso fez com que o Santos tenha ficado na minha história. Me deu uma situação financeira “mais ou menos”, uma certa tranquilidade.

Eu coloco o Santos em primeiro lugar pois foi o primeiro clube grande que eu joguei. Antes teve o Vasco, mas lá eu joguei emprestado, eles não me compraram. O Santos comprou, confiando, acreditando, fazendo com que ficasse marcado na minha vida. Mas tive boas passagens por Fluminense, Cruzeiro e Atlético Mineiro.

Você já marcou gols no São Paulo?
Já fiz bastante gols no São Paulo na época do Novorizontino. Na época do Santos eu também tive algumas oportunidades. Não lembro do último, mas lembrei dos gols no Novorizontino, pois estava assistindo a um DVD que estava passando os gols da minha carreira.
Uma boa memória, uma boa recordação, para que eu possa estreiar e ter a felicidade de fazer gols contra o São Paulo, que vai dar uma moral muito grande para o time do Guará. A gente tem que concentrar bem nesse jogo para fazer um bom trabalho.

Deixe um recado para o torcedor do clube.
O torcedor de Guaratinguetá pode acreditar na equipe, como vem sempre acreditando. A gente ouve comentários de que a casa fica cheia, esperamos que os torcedores continuem vindo para incentivar, auxiliando assim o crescimento do jogador. Eu, que sou mais experiente posso falar que o jogador gosta de incentivo, que a torcida elogie, fazendo com que o jogador cresça.

Dentro da competição vamos procurar lutar muito dentro do objetivo nosso, que é classificar entre os quatro primeiros, para podermos brigarmos pelo título também. Vamos correr por fora, sabemos muito bem disso, mas com objetivos. O torcedor pode acreditar, porque dentro de campo vamos procurar colocar tudo em prática.