ESPECIAL BRASILEIRÃO: Não teve pra ninguém no hexa corintiano!
O Campeonato Brasileiro de 2015 ficou marcado pela grande campanha do Corinthians, a melhor da Era dos Pontos Corridos
O Campeonato Brasileiro de 2015 ficou marcado pela grande campanha do Corinthians, a melhor da Era dos Pontos Corridos
Campinas, SP, 24 (AFI) – Não faltaram emoções na edição de 2015 do Campeonato Brasileiro. Principal competição do país, o torneio coroou o Corinthians, comandado pelo técnico Tite, com o hexacampeonato, mas movimentou mais 19 clubes e torcidas envolvidos na briga pelo título, por vagas na Libertadores e contra o rebaixamento para a segunda divisão.
Além do Timão, Atlético-MG e Grêmio buscaram o título e acabaram conquistando vagas diretas na fase de grupo da próxima Copa Libertadores. O São Paulo, que fechou a competição na quarta posição, disputa a Pré-Libertadores para se garantir.
Na parte de baixo da tabela, Joinville, Goiás, Vasco e Avaí sentiram o gosto amargo de retornar à Série B, e terão de ralar para buscar uma nova vaga na elite em 2016.

CAMPEÃO INDISCUTÍVEL
Alguns reclamaram de erros de arbitragem, muitas vezes com razão, mas foi indiscutível a superioridade do futebol apresentado pelo time de Tite, especialmente na reta final do campeonato.
Com uma base sólida que já defendendo as cores do Alvinegro há algumas temporadas, o treinador só precisou manter o padrão após a precoce eliminação na Copa Libertadores, contra o Guaraní do Paraguai. Na ocasião, torcida e imprensa se mostraram alarmados com o futuro do Corinthians, que perdeu atletas importantes do time titular como Fábio Santos, Emerson Sheik e Paolo Guerreiro e deu sinais de que poderia disputar o Brasileirão longe das primeiras colocações. Mesmo assim, Tite manteve o grupo sob controle e não deixou que o time deixar de ter ambições de, ao menos, brigar por uma vaga no G4.
A escalação começa com uma defesa segura, encabeçada pelo goleiro Cássio, que vai se tornando um grande ídolo da Fiel Torcida. Fagner e Uendel se mostraram opções seguras nas laterais, além de boas válvulas de escape, auxiliando a saída de bola e aparecendo com frequência no ataque. No miolo de zaga, Gil foi excepcional, merecendo até mesmo uma vaga na Seleção Brasileira do técnico Dunga, e Felipe, que começou o ano bastante contestado, se firmou como titular, deixando até mesmo o experiente Edu Dracena no banco de reservas.
Mas o setor mais importante foi, sem dúvidas, o meio de campo. Ralf e Elias formam uma dupla de volantes que combina raça e qualidade técnica para anular o time adversário e aparecer como surpresa no ataque. Além deles, reservas como Bruno Henrique, Marciel e Rodriguinho também entraram ao longo da competição e não deixaram o nível cair. Na armação, Jadson e Renato Augusto foram impecáveis e ditaram o ritmo da campanha do hexacampeonato.
Setor mais contestado, o ataque corintiano não foi brilhante, mas deu conta do recado. Taxado por montar times defensivos, Tite apostou em jovens como Malcom, Luciano e Lucca, além do experiente Vagner Love, que demorou, mas conseguiu encontrar o bom futebol na reta final. Em 38 rodadas, o Corinthians atingiu a marca de 71 gols marcados, terminando a competição como o melhor ataque.
Os números do campeão, por sinal, demonstram a superioridade da campanha. Com 81 pontos, os comandados de Tite bateram o recorde da fase de pontos corridos com 20 clubes do Campeonato Brasileiro. Além disso, o time teve a melhor defesa, melhor saldo e maior número de vitórias.
BRIGA QUENTE PELO G4
A briga por uma vaga no G4 também foi animada. Atlético-MG e Grêmio, que ainda pensavam em título até a confirmação do hexacampeonato corintiano, garantiram suas vagas na Libertadores, mas a quarta posição ficou em aberto até a rodada final, quando o São Paulo se garantiu. Internacional, Santos, Palmeiras, Flamengo e surpresas como Sport, Atlético-PR e Ponte Preta sonharam com a posição e se colocara, em algum momento, como fortes candidatos a se garantir na próxima Libertadores.
A disputa da Copa do Brasil também influenciou fortemente a briga pelo G4 do Brasileirão. Com chances reais, Santos e Palmeiras abriram mão do torneio de pontos corridos nas últimas rodadas para se focarem no título da competição de mata-mata e, o final, apenas o lado alviverde da decisão saiu satisfeito. Vice-campeão da Copa do Brasil, o Peixe amargou a 7ª colocação no Brasileiro e não estará na principal competição sul-americana da próxima temporada.
PIOR DESEMPENHO DOS CARIOCAS
Um ponto negativo do Brasileirão de 2015, foi o desempenho ruim dos clubes do Rio de Janeiro. Com o Botafogo na segunda divisão, Fluminense, Flamengo e Vasco não conseguiram encantar e, pela primeira vez, nenhum time do Rio terminou entre os dez primeiros colocados.
O melhor foi o Flamengo, 12º colocado com 49 pontos. O Fluminense, apenas dois pontos e uma posição abaixo, chegou a flertar com a zona do rebaixamento em alguns momentos, mas o Vasco foi a principal decepção.
Rebaixado em 2013, o time cruzmaltino retornou à primeira divisão em 2014 e já voltou a ser rebaixado. Com um primeiro turno fraquíssimo, o Gigante da Colina não fez jus ao apelido e terminou o campeonato apenas na 18ª colocação.

LUTA CONTRA A DEGOLA
Além do Vasco, Joinville, Goiás e Avaí retornam à Série B do Brasileirão. Assim como os cariocas, o catarinenses não tiveram motivos para se orgulhar da edição de 2015 do torneio. Com quarto participantes, todos brigaram para não cair e apenas a Chapecoense, que terminou na 14ª colocação, teve vida mais tranquila. O Figueirense escapou por pouco, terminando o campeonato apenas um ponto acima da zona do rebaixamento e sobrou para JEC e Avaí, que não disputam mais a primeira divisão.
Dos quatro times que subiram em 2014, apenas a Ponte Preta não retornou à Série B. De quebra, a Macaca terminou a competição com 51 pontos, sua melhor campanha na era dos pontos corridos, batendo a marca de 2012, quando terminou na 14ª colocação com 48 pontos.





































































































































