ESPECIAL BRASILEIRÃO: Cheirinho? Que nada! Palmeiras é enea e Chape eterna

Verdão bate Santos e Flamengo para ficar com o título após 22 anos. Fatalidade com clube catarinense comove o país

Verdão bate Santos e Flamengo para ficar com o título após 22 anos. Fatalidade com clube catarinense comove o país

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São Paulo, SP, 23 (AFI) – Precisou passar 22 anos para o Palmeiras voltar a conquistar um título do Campeonato Brasileiro. Maior campeão nacional, o Verdão deu mostras daquela antiga academia, em futebol bem jogador, não com a mesma categoria de Edmundo, Rivaldo, Evair e companhia, mas com um time unido, que tinha o pensamento de campeão. Os ‘operários’ Moisés, Tchê Tchê e Dudu, abasteceram o ataque de Gabriel Jesus e Rogér Guedes, o enea estava na hora de sair, no fim da ‘Era Paulo Nobre’.

“Nunca esqueçam de mim, porque jamais vou me esquecer de vocês”, essa frase foi dita por Gabriel Jesus após a vitória diante da Chapecoense, jogo que deu o título ao Palmeiras e que ficou marcado como a última partida de 19 guerreiros, mortos no acidente do avião da LaMia. Isso sem contar jornalistas, comissão técnica, dirigentes e convidados, 71 no total.

O momento agora é do Palmeiras. Time que entrou no campeonato sob um olhar desconfiado, que sentiu a pressão conforme o cheirinho do Flamengo foi chegando e temeu perder o título para o Santos, mas o espírito daquela equipe superou tudo e bateu o recorde de pontos em um turno. Foram 44 pontos conquistado na segunda metade do torneio, com apenas uma derrota, para o Santos, na Vila Belmiro, por 1 a 0.

Palmeiras é o campeão brasileiro de 2016

Palmeiras é o campeão brasileiro de 2016

Do resto, só alegria para o torcedores palmeirense, que viu um time ser campeão com méritos. Teve o melhor ataque – 62 gols – a defesa menos vazada – 32 -, maior público na soma de todas rodadas – 616 mil torcedores – foi o que mais venceu – 24 vezes – e o que menos perdeu – apenas seis -, uma academia sem um astro, mas com vários jogadores preparados para levantar a taça.

MÉRITOS DE CUCA
Cuca pegou um Palmeiras desacreditado, que estava para ser eliminado na Primeira Fase do Campeonato Paulista. Levou o time para semifinal e disse: vamos ser campeões no segundo semestre, e a profecia foi cumprida. Moisés tomou conta do meio de campo – para muitos o melhor jogador do campeonato -, Tchê Tchê um coringa – atuava tem todas posições – a dupla de zaga formada por Vitor Hugo e Mina, além de defender, também marcava muitos gols, foram oito, Jean tomou conta do lado direito, o ‘velhinho’ Zé Roberto do esquerdo. Cleiton Xavier foi decisivo em alguns jogos, enquanto Dudu, Rogér Guedes e Gabriel Jesus fizeram a festa no ataque.

Cuca fez previsão e a cumpriu com a conquista do brasileiro

Cuca fez previsão e a cumpriu com a conquista do brasileiro

Mesmo assim, não podemos esquecer dos demais e não menos importantes, como Fabiano, autor do gol do título, Erik, Lucas Barrios, Alecsandro, Egidío, que também tiveram boa participação, assim como muitos outros. O ‘desconhecido’ Jailson virou herói, ‘São’ Marcos ficou orgulhoso e Fernando Prass substituído a altura. Este último, inclusive, era o capitão da equipe, passou a braçadeira para Dudu, e por uma lesão perdeu boa parte da campanha do título e as Olimpíadas, mas foi homenageado no último jogo em casa, exaltado e tratado como um verdadeiro campeão.

QUE CHEIRINHO?
Ao longo do campeonato, criou-se uma rivalidade entre Palmeiras e Flamengo. Com o fantasma de 2009 na cabeça, o Palmeiras teve que desdobrar para não repetir o erro. Dois jogos foram fundamentais para o Verdão ficar com a taça. No duelo entre eles, a equipe de Cuca, apesar de atuar com um jogador a mais em boa parte da partida, por pouco não saiu derrotado, teve que buscar o empate, por 1 a 1, aos 37 minutos da etapa final, com de Gabriel Jesus.

Na rodada seguinte, o Palmeiras faria o clássico contra o Corinthians e não poderia perder, já que as chances do Flamengo o ultrapassar na tabela era grande. Sem crise, o Verdão dominou o rival e venceu por 2 a 0, gols de Mina e Moisés. Aí começou a arrancada e o Flamengo acabou ficando para trás. A torcida falava em cheirinho, mas os palmeirenses nada sentiram.

Diego lotou aeroporto, virou ídolo e destaque do Fla

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É O SANTOS
O Santos foi o time que mais sofreu com perda de jogadores ao longo do campeonato. Lesões afastaram sua dupla de zaga – Gustavo Henrique e Luiz Gustavo -. convocações para seleção olímpica e principal atrapalharam, Vitor Bueno, um dos destaques do time, também se contundiu e ficou um bom tempo fora. Isso não atrapalhou o bom time de Dorival Júnior, vice-campeão com muitos méritos, mas com gostinho de quero mais.

E merecia, foi o único que venceu o Palmeiras no segundo turno e com um time titular forte, mas com um elenco limitado, brigou de igual por igual, chegou a ameaçar, porém, morreu na praia. Valeu, por toda rivalidade criada desde 2016 com a equipe Alviverde. Vem mais em 2017.

Chapecoense, para sempre!

Chapecoense, para sempre!

SILÊNCIO EM CHAPECÓ!
Não podemos deixar de falar da brava Chapecoense. Fez grande campanha do Brasileirão, mas ficou marcada, infelizmente, pelo trágico acidente aéreo. A última rodada foi adiada. Nesse meio tempo, corpos foram resgatados da Colômbia, a comoção tomou conta do país e sepultamos nossos guerreiros. Nunca houve tanta união entre clubes e torcida. Precisou uma tragédia desse tamanho para que isso acontecesse.

Todas as agremiações, sem exceções, homenagearam merecidamente o Verdão do Oeste, que não teve escolha, precisou dar W.O. do duelo diante do Atlético Mineiro, W.O duplo, pois o Galo também abriu mão da partida em solidariedade. A Chape morreu campeão sul-americana, e renascerá ainda mais forte…