Especial A2: Apenas oito dos 20 times não trocaram de técnicos

O número de jogos de cada clube é menor do que o número de trocas de técnicos na divisão

Com 12 rodadas já terminadas, o Campeonato Paulista da Série A2 já tem um marco negativo. O número de mudanças de treinadores, somados todos os times da competição são maiores do que o número de jogos disputados por cada um.

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Campinas, SP, 12 (AFI) – Com 12 rodadas já terminadas, o Campeonato Paulista da Série A2 já tem um marco negativo. O número de mudanças de treinadores, somados todos os times da competição são maiores do que o número de jogos disputados por cada um. Se cada clube atuou 12 jogos, treze mudanças de treinadores já aconteceram.

As justificativas nas trocas dos treinadores são sempre as mesmas: “o resultado não veio”, “o técnico estava desgastado com o elenco”, “ a filosofia dele não se encaixou com a do clube”, ou as vezes os próprios treinadores pedem demissão. Alguns técnicos que começaram no comando de um time da Série A2 saíram no começo e já estão comandando um outro time da mesma divisão.

0002048167246 imgEvaristo Piza faz grande campanha no Capivariano

O primeiro técnico a perder o emprego na Série A2 foi Wallace Lemos, que ficou apenas três jogos no comando do Rio Branco. Contratado como grande promessa do futebol mineiro, o técnico saiu com o respeito da diretoria, mas sem ter agradado muito os torcedores. Para o seu lugar, o Tigre efetivou o vice-presidente Júlio César e depois dele, Edson Vieira chegou.

Quem também não ficou muito tempo como técnico na Série A2 foi Jorge Saran. Após quatro rodadas no catanduvense, o técnico pediu para sair e o então treinador de goleiros, Rodrigo Deião, foi efetivado.

Ricardo Pinto foi a aposta do Batatais para o retorno à Série A2. Responsável pelo acesso no ano passado, ele tinha a confiança da diretoria, mas faltou a ele a experiência na divisão e não deu outra. Foi demitido e em seu lugar assumiu o ex-técnico de Corinthians e Ponte Preta, Márcio Bittencourt.

Um dos clubes com mais investimentos, mas que também dá o maior vexame na Série A2, o Grêmio Barueri já começou errado e apostou no inexperiente João Batista, que nunca tinha comandado um time na Série A2. Depois dele pedir demissão, a Abelha tenta juntar os cacos e trouxe o promissor Kleiton Lima, com experiência na Seleção Brasileira feminina.

0002048167248 imgKlçeiton Lima é a esperança de reação do Grêmio Barueri

O Guaratinguetá vive um ano de mudanças. Depois da venda do clube para o empresário Pedro Panzelli, a Garça não teve escolhas, a não ser trazer a base de jogadores do Colorado, outro time de Panzelli. Com os jogadores, também veio o treinador João Marçal, que não fez um bom trabalho e foi demitido. No seu lugar o clube efetivou Candinho Farias.

Mesmo ainda na luta pelo acesso, o Monte Azul decidiu trocar de técnico e Play Freitas deixou o clube. O Mais incrível é que o Azulão resolveu trazer Varlei de Carvalho, um técnico que há três anos não dirigia um time e estava fazendo a preparação do Olímpia, time que disputa a Segundona do Campeonato Paulista.

O São Caetano não conseguiu fazer a campanha que se esparava dele no início da temporada. Mesmo apostando no experiente Nedo Xavier, que traz no seu currículo grandes acessos, o time resolveu mudar e trouxe Paulo César Catanoce. A mesma coisa aconteceu com o União Barbarense, que trocou Claudemir Peixoto por Waguinho Dias.

Troca de clubes
Dois treinadores, experientes na divisão, ficaram pouquíssimos tempos desempregados. Depois de sair do São José, com quatro jogos sem vitórias, Ruy Scarpino foi o escolhido para assumir o lugar deixado por Paulo Silva na Itapirense.

Vilson Tadei, que já tinha feito sucesso com Carlito Arini no Guaratinguetá, foi chamado pelo agora assessor da presidência do Santo André para substituir Roberto Fonseca, assim que ele deixou a Ferroviária, agora comandada por Antonio Picoli.

Demitido e recontratado
Depois de assumir o cargo de técnico do São José logo após a saída de Ruy Scarpino, Jura Fatori começou bem, mas com um time em crise, que não recebe salários e fraco tecnicamente, não conseguiu tirar a Águia do Vale da zona de rebaixamento. O presidente Benevides Ferneda, o Geleia, demitiu o técnico, mas após não conseguir convencer ninguém a assumir um problema do tamanho do São José, recontratou Jura.

Os remanescentes
A lógica de que técnico só consegue permanecer no time graças aos resultados faz todo sentido no Campeonato Paulista da Série A2. Dos oito times que ainda não trocaram de comandante, apenas dois estão longe da parte de cima da tabela. Carlos Rossi, que começou com o Velo Clube na liderança, mas depois despencou, segue no comando do time de Rio Claro e Zé Augusto mostra que tem muita confiança da diretoria do Grêmio Osasco, já que continua no cargo de técnico, mesmo com o time na vice-lanterna e com apenas uma vitória em 12 jogos.

0002048167250 imgMárcio Fernandes é um dos remanescentes

Os outros seis ou estão no G4 ou próximos dele. Os quatro times que estão na zona de acesso estão com o mesmo técnico do início do campeonato. Evaristo Piza dirige o Capivariano, Maurício Barbieri dirige o Red Bull, Paulo Roberto Santos comanda o São Bento e Luis dos Reis segue no Marília.

Os outros dois que continuam desde o início do campeonato também fazem boa campanha. Luis Carlos Martins está com o Mirassol no quinto lugar e o Guarani, de Márcio Fernandes, é o sexto colocado.

Veja as trocas de treinadores nos clubes da Série A2:

Batatais – Saiu Ricardo Pinto e entrou Márcio Bittencourt

Capivariano – Evaristo Piza

Catanduvense – saiu Jorge Saran e entrou Rodrigo Deião

Ferroviária – Saiu Vilson Tadei e entrou Antonio Picoli

Grêmio Barueri – Saiu João Batista e entrou Kleiton Lima

Grêmio Osasco – Zé Augusto

Guarani – Márcio Fernandes

Guaratinguetá – Saiu João Marçal e entrou Candinho Farias

Itapirense – Saiu Paulo Silva e entrou Ruy Scarpino

Mirassol – Luis Carlos Martins

Monte Azul – Saiu Play Freitas e entrou Varlei de Carvalho

Marília – Luis dos Reis

0002048167252 imgEdson Vieira tenta arrumar o bagunçado Rio Branco

Red Bull – Maurício Barbieri

Rio Branco – Saiu Wallace Lemos, assumiu Júlio César e depois Edson Vieira

Santo André – Saiu Roberto Fonseca e entrou Vilson Tadei

São Bento – Paulo Roberto Santos

São Caetano – Saiu Nedo Xavier e entrou Catanoce

São José – Saiu Ruy Scarpino e entrou Jura Fatori

União Barbarense – Saiu Claudemir Peixoto e entrou Waguinho Dias

Velo Clube – Carlos Rossi