Espanha 3 x 2 África do Sul - Se Deus existe, não é sul-africano!

Campinas, SP, 28 (AFI) – Em uma partida para lá de emocionante, a Espanha ficou com o terceiro lugar da Copa das Confederações e evitou um vexame ainda maior. Após muitas reviravoltas, os espanhóis bateram a África do Sul, por 3 a 2, no Estádio Royal Bafokeng, em Rustemburgo, com um gol de Xabi Alonso, de falta, na prorrogação.O resultado ameniza, pelo menos um pouco, a trágica eliminação espanhola nas semifinais contra os Estados Unidos. Os sul-africanos, apesar da tristeza pela derrota, saem fortalecidos da competição, uma vez que o técnico Joel Santana parece ter conseguido dar um padrão ao limitado elenco “Bafana Bafana”.

Agora, tanto os europeus quando os anfitriões ficarão de camarote para assistir a grande decisão da Copa das Confederações entre Brasil e Estados Unidos. Depois, será um ano de muito trabalho até a chegada da Copa do Mundo de 2010. Acorda, Espanha!
O técnico Vicente Del Bosque aproveitou o desinteresse espanhol, após a desclassificação nas semifinais para colocar em campo

vários reservas. Jogadores importantes como o zagueiro Puyol, o lateral Sérgio Ramos, o volante Xavi e o meia Fábregas começaram a partida do banco.

Mesmo saem alguns de seus destaques e mostrando visivelmente falta de motivação, a Fúria dominou os primeiros 45 minutos. Com seu tradicional e cadenciado toque de bola, os europeus trocaram passes no campo ofensivo, na tentativa de driblar a forte marcação armada por Joel Santana.Com muita qualidade na criação, os espanhóis antes dos dez minutos, já haviam criado duas grandes oportunidades com o sempre

bem posicionado David Villa. Sem muitas alternativas ofensivas, os donos da casa chegaram em chutes de longa distância e lances de bola paradas, como aos 13, quando o zagueiro Booth cabeceou para fora.

Atuando sem muita pressão, a Espanha manteve o padrão de jogo por toda a etapa. Isso acabou diminuindo o ritmo do jogo pelos minutos seguintes e incentivou os sul-africanos a saírem um pouco mais. Na melhor chance aos 31, Thsabalala encheu o pé de fora da área e Casillas fez grande defesa. No rebote, Booth, sem nenhuma categoria, mandou pela linha de fundo. Entrou e marcou
Na segunda etapa, a Espanha melhorou com as entradas do meia David Silva e do atacante Güiza nas vagas de Fernando Torres e

David Villa. O sangue novo renovou os ânimos espanhóis, que buscaram mais o ataque. Apesar de terem mais espaços para os contragolpes, os sul-africanos não conseguiam levar perigo.

Os europeus chegaram bem próximos de abrir o placar em duas oportunidades. Aos 16 minutos, após linda tabela, Riera recebeu passe de peito de Güiza e bateu para grande defesa do goleiro Khune. Dois minutos depois, Xabi Alonso arriscou de fora da área e o arqueiro mandou para escanteio. Foi aí que a estrela de Joel Santana começou a brilhar. Para deixar a África do Sul mais ofensiva, ele tirou o meia e ídolo

do país Piennar para a entrada do atacante Mphela. Na primeira descida com perigo, Tshabalala escapou pela esquerda e cruzou. Mphela, livre na pequena área, teve tempo de dominar e mandar para as redes.

Haja coração!
Quando tudo já parecia perdido, Güiza deu o ar da graça. Aos 42, ele dominou na área e bateu no canto direito do goleiro dos A partir do gol, a Fúria se tornou a “senhora” do jogo. Foi com tudo ao ataque, mas não parecia mostrar poder de reação. “Bafana Bafana”.O gol jogou um balde de água fria na festa da torcida nas arquibancadas. Mas um minuto depois aconteceu o imponderável.

Güiza, em um lance despretensioso, tentou cruzar pelo lado direito. A bola, no entanto, pegou um efeito e acabou encobrindo Khune.

O desastre já estava anunciado. O clima de comemoração do lado de fora do campo se transformou em drama. Boa parte dos torcedores, sem acreditar no que viam deixavam o estádio. Aos 47, porém, no última lance, aconteceu o imponderável. Em uma cobrança de falta do meio da rua, Mphela, o talismã de Joel, acertou o ângulo direito de Casillas e levou o jogo à prorrogação.
donos da casa tiveram duas ótimas chances de marcar. Aos sete minutos, Mphela disparou em velocidade e, na cara do gol, Destino joga contra
A etapa complementar começou com a África do Sul jogando na base da disposição de coração. Gastando as últimas reservas, os finalizou em cima de Casillas. Aos 11, foi a vez de Parker bater cruzado para outra grande defesa do goleiro.A Seleção Espanhola parecia entregue, mas no começo do segundo tempo, o destino, de novo, jogou contra os sul-africanos. Em

uma cobrança de falta, da intermediária, Xabi Alonso cruzou na área, a bola passou por todos e morreu no canto esquerdo de Khune. Após o gol, a Espanha esbanjou experiência e trocou passes com paciência até o final.

Ficha técnica

Espanha 3 x 2 África do Sul

Local: Estádio Royal Bafokeng, em Rustemburgo(Espanha)
Árbitro: Matthew Breeze (AUS)
Cartões Amarelos: Pienaar, Mphela e Masilela (África do Sul); Busquets, Piqué e Albiol (Espanha)
Gols: Mphela aos 27’/2T e aos 47’/2T (África do Sul); Güiza aos 42’/2T e aos 43’/2T e Xabi Alonso a 1’/2T da prrogação
Villa (David Silva).
Técnico: Vicente del Bosque

Espanha
Casillas; Arbeloa, Albiol, Piqué e Capdevilla; Xabi Alonso, Busquets (Llorente), Cazorla e Riera; Torres (Güiza) e David África do Sul
Parker
Técnico: Joel SantanaKhune; Gaxa, Mokoena, Booth e Masilela; Sibaya, Dikgacoi, Modise (Van Heerden), Pienaar (Mphela) e Thsabalala (Mhlongo);