Espanha 0 x 2 EUA - Pipoca, pipoca... A pipoca está de volta!

eua 002 oriBloemfontein, AFR, 24 (AFI) – A Espanha Pipoca está de volta. Mesmo com tanta superioridade e apontada por todas como virtual campeã da Copa das Confederações, a Fúria Espanhola derrapou feio nesta quarta-feira, perdeu para os EUA, por 2 a 0, e está fora da final.

A fama de amarelona chegou a Espanha na década de 60, quando a Espanha venceu a Eurocopa. De lá para cá, a Seleção acumulou fracassos. Em todo campeonato chegou como favorita, dona do melhor futebol, mas sempre decepcionou. Com exceção em 1992, quando ficou com a medalha de ouro nas Olimpíadas.

Com gols de Altidore e Dempsey, os desacreditados norte-americanos cavaram uma vaga na final e vão brigar pelo primeiro título. A Seleção dos EUA espera pelo vencedor de Brasil e África do Sul que vão jogar nesta quinta-feira.

Acabou!
A derrota evitou que a Espanha se tornasse a Seleção com a maior invencibilidade da história. A Fúria “apenas” igualou o recorde de invencibilidade, com 35 partidas sem derrotas – o Brasil atingiu esta marca entre 1993 e 1996.

Sem falar que a Seleção Espanhola, atual campeã europeia, não conseguiu aumentar o maior número de vitórias seguidas na história. Até esta derrota, a Espanha ostentava 15 vitórias seguidas.

A classificação!
Antes de chegar à final, os EUA não tiveram vida fácil. A Seleção Norte-americana perdeu na estréia para a Itália, por 3 a 2, depois apanhou do Brasil, por 3 a 0. Mas na última rodada enfiou 3 a 0 no Egito e se classificou graças ao saldo de gols. Agora vai disputar a final.

Caixinha de surpresas!
A Seleção dos EUA ratificou no primeiro tempo o famoso dito do futebol “uma caixinha de surpresas”. Os norte-americanos já haviam feito isso com a classificação às semifinais, mesmo tendo perdido as duas primeiras partidas.

Mesmo diante da poderosa Espanha, que não perdia há 35 jogos, os EUA não se intimidaram. Mas a primeira chance foi da Fúria. Logo aos 10 minutos, Fábregas fez ótimo cruzamento. Mas Fernando Torres errou o chute, mesmo sem goleiro.

Sem medo, os EUA abriram o marcador aos 26 minutos. Altidore aproveitou falha da zaga espanhola, saiu dos zagueiros e mandou para as redes. O goleiro Casillas ainda tocou nela, mas não evitou o tento.

A resposta chegou cinco minutos depois. Após bate-rebate na área norte-americana, David Villa limpou a marcação e chutou. A bola passou raspando a trave esquerda de Howard. Por fim, aos 44 minutos, Fernando Torres fez boa jogada e bateu. Mas o goleiro norte-americano evitou o empate no primeiro tempo.

Segura a Fúria!
Mordida, a Espanha voltou com tudo para a segunda etapa. Desde o início só deu a atual campeã da Europa. Mas apesar da superioridade na posse de bola, demorou para a Espanha ter um grande lance e colocar medo nos EUA.

Aos 8 minutos, Xavi dominou a bola no peito e reclamou que foi derrubado na área, após dividida com Onyewu. O árbitro, porém, nada marcou. O jogo seguiu com a Espanha na pressão e os EUA nos contra-ataques.

Mas como quem não faz, toma, os EUA aumentaram o marcador. Aos 28 minutos, o craque do time, Donovan fez boa jogada e bateu fraco. Mesmo assim a zaga da Espanha não tirou. Sérgio Ramos errou o chute e Dempsey mandou para as redes.

Com a vitória garantida, os EUA apenas tocaram a bola. Mesmo assim Bradley foi expulso e não joga a final. A Espanha não teve força para empatar e ficou de fora da final.

Ficha Técnica

Espanha 0 x 2 EUA

Local: estádio Free State, em Bloemfontein (África do Sul)
Árbitro: Jorge Larrionda-URU
Cartões amarelos: Capdevila e Pique (Espanha), Donovan e Altidore (Estados Unidos)
Cartao vermelho: Bradley (Estados Unidos)
Gols: Altidore, aos 26’/1T e Dempsey, aos 28’/2T (EUA)

Espanha
Casillas; Sergio Ramos, Pique, Puyol e Capdevila; Xavi, Xabi Alonso, Riera (Mata) e Fabregas (Cazorla); David Villa e Fernando Torres.
Técnico: Vicente Del Bosque.

Estados Unidos
Howard; Spector, Onyewu, Bocanegra e DeMerit; Dempsey (Bornstein), Bradley, Clark e Donovan; Davies (Feilhaber) e Altidore.
Técnico: Bob Bradley.