Espanha 0 (4) x 0 (2) Itália - O feitiço virou de lado!

Campinas, SP, 22 (AFI) – Neste domingo, a Itália provou do próprio veneno e foi eliminada pela Espanha nas quartas-de-final da Eurocopa. Campeã do mundo, em 2006, nos pênaltis, a Azurra viu a Fúria Espanhola avançar às semifinais da mesma maneira. O goleiro Casillas, da Espanha, roubou a cena ao defender dois pênaltis na hora decisiva e foi o herói do dia.

Agora, a Espanha, que sonha com seu primeiro título da Euro, vai pegar a Rússia, na quinta-feira, por uma vaga na competição européia. A outra semifinal vai acontecer entre Alemanha e Turquia, na quarta. Depois de um empate sem gols no tempo normal e na prorrogação, Itália e Espanha decidiram o destino nas cobranças de penalidades.

A Espanha começou bem e marcou com David Villa. Grosso também não decepcionou e deixou tudo igual. Na segunda rodada, Casillas, que fez milagres com a bola rolando, terminou de escrever seu nome na história do país. Depois de Carzola marcar, o goleiro defendeu o chute de De Rossi.

O brasileiro naturalizado espanhol Marcos Senna manteve o 100% de aproveitamento da Espanha e fez o terceiro. Camoranesi manteve acessa a esperança italiana, que ficou ainda mais viva depois de Buffon evitar o gol de Guiza. Mas o que nenhum italiano esperava é que Casillas voltasse a brilhar.

Di Natalle bateu mal e a bola foi espalmada pelo goleiro espanhol. A confirmação da classificação veio nos pés de Fabregas. Ele deslocou Buffon e saiu para o abraço. A Espanha está nas semifinais, enquanto os atuais campeões do mundo voltam mais cedo para a casa, carregando na bagagem o gostinho de perder naquilo que são considerados um dos melhores do mundo: a decisão por pênaltis.

O jogo
A Espanha não se intimidou com a atual campeã do Mundo e, com um toque de bola mais refinado, começou melhor. A Itália, por sua vez, marcava firme e apostava nos contra-ataques.

E foi em um deles que a Azurra quase abriu o placar. Aos 18 minutos, Ambrosini cruzou e Perrota apareceu livre dentro da área, mas errou o cabeceio, facilitando a defesa de Casillas.

Após o lance, a Itália passou a freqüentar mais o campo de ataque, mas foi a Espanha quem quase marcou. Aos 24 minutos, Davi Villa cobrou falta da entrada da área. O chute saiu rasteiro e Buffon evitou o gol.

A partir de então, só deu Espanha. Melhor para Buffon, que, mais uma vez, fez seu nome e jus ao título de melhor goleiro do mundo. Aos 31 e 37 minutos, defendeu arremates perigosos de Silva, meia-esquerda da Espanha.

Na etapa final, foi a vez de Casillas aparecer bem. Aos 15 minutos, Toni trombou com os zagueiros espanhóis e a bola sobrou para Camoranesi, que, quase da entrada da pequena área, pegou de bate pronto. Em um lance de puro reflexo, Casillas defendeu com os pés.

Com medo de se arriscarem ao ataque e serem surpreendidas no contra-ataque, os dois times diminuíram o ritmo e as chances voltaram a aparecer somente nos minutos finais. Aos 35, Marcos Senna arriscou de fora, mas Buffon estava bem posicionado e agarrou sem maiores problemas.

No mesmo minuto, Marcos Senna, um brasileiro naturalizado espanhol, testou mais uma vez o goleiro italiano. E dessa vez o impossível quase aconteceu. O chute saiu fraco, Buffon tentou encaixar, mas a bola passou por baixo do seu corpo e só não entrou porque tocou na trave. Ia ser um frango daqueles!

Sem muitas emoções e com investidas esporádicas, a partida se arrastou até a prorrogação. Nos 30 minutos extras, as chances de gols também foram escassas. Houve uma principal para cada lado. Do lado da Itália, Di Natalle cabeceou e obrigou Casillas a espalmar para escanteio. No último lance do jogo, Guiza recebeu na ponta esquerda e bateu cruzado. A bola saiu raspando a trave.

Na decisão por pênaltis, bem, você já sabe a história: Casillas neles!

Ficha Técnica

Espanha 0 (4) x (2) 0 Itália

Local: Estádio Ernst Happel, em Viena (Áustria)
Data: 22/06/2008
Ábitro: Herbert Fandel (ALE)
Cartões amarelos: Iniesta, Cazorla e Villa (Espanha); Ambrosini (Itália)

Espanha
Iker Casillas; Sérgio Ramos, Carles Puyol, Carlos Marchena e Joan Capdevila; Marcos Senna, Xavi (Fabregas), Andrés Iniesta (Cazorla) e David Silva; David Villa e Fernando Torres (Daniel Güiza)
Técnico: Luís Aragonés

Itália
Gianluigi Buffon; Gianluca Zambrotta, Cristian Panucci, Giorgio Chiellini, Fábio Grosso; Massimo Ambrosini, Daniel de Rossi, Alberto Aquilani (Alessandro Del Piero) e Simone Perrotta (Mauro Camoranesi); Antonio Cassano (Antonio Di Natale) e Luca Toni
Técnico: Roberto Donadoni