Escorregada ou postura política? De uma forma ou de outra Tiãozinho pisou na bola

Escorregada ou postura política? De uma forma ou de outra Tiãozinho pisou na bola

Escorregada ou postura política? De uma forma ou de outra Tiãozinho pisou na bola

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Parceiro jornalista Elias Aredes Júnior colocou na pauta da programação esportiva da Rádio Brasil – em que participo às terça e quintas-feiras – tema em que o presidente da Ponte Preta, Sebastião Arcanjo – o Tiãozinho (foto) – fez provocação gratuita à torcida do Guarani, quando da apresentação oficial do treinador João Brigatti.

“Não que ele [referência a João Brigatti] faça apenas a turma lá embaixo tremer. Eu sei que eles vão tremer com a chegada do João. Já estão tremendo”.

Num primeiro momento, no microfone, julguei apenas improcedente a postura do mandatário pontepretano.

Posteriormente, ao avaliar razões para tal procedimento, a resposta fica por conta do imaginário de cada um.

Pode sim ter sido um escorregão. Não descarte a hipótese de que um lapso de memória tenha implicado em esquecimento do cargo que ocupa.

POLÍTICO

Como Tiãozinho é político sem mandato, conhecedor profundo das ‘mumunhas’ de parlamento, não considere que esteja errado quem interprete a postura dele como quem visa massagear o ego do torcedor pontepretano.

Claro que Tiãozinho não foi poupado pelo torcedor ao bancar a permanência do treinador Gilson Kleina ano passado, mesmo com campanha decepcionante no Brasileiro da Série B.

Ele, Tiãozinho, dirigentes de primeiro escalação do clube, e integrantes do Departamento de Futebol profissional são vistos com olhar enviesado pelo torcedor.

Logo, é possível sim uma tentativa dele de aproximação com torcedores neste novo momento do clube, com o motivador Brigatti no comando do elenco.

ELEITOR

Fiquemos com a hipótese de escorregão do presidente Tiãozinho, até porque se adotou postura política o tiro corre risco de sair pela culatra.

Torcedor de futebol, que igualmente é eleitor, dissocia bem os fatos. E quem almeja cargo público não pode desprezar votos de qualquer segmento.

Mesmo com tratamento cordial ao rival Guarani, o ex-presidente pontepretano Lauro Moraes Filho não teve votos de bugrinos e ficou sem receber votos até de seus torcedores quando de candidaturas à Assembléia Legislativa de São Paulo e Câmara de Vereadores de Campinas.

Escorregada ou não, se Tiãozinho ainda tem propósito de seguir na vida pública, deve estar ciente que perdeu desnecessariamente centenas de votos de bugrinos.